O gargalo logístico e o tráfego intenso em um dos trechos mais movimentados da BR-040, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão com os dias contados. O segmento da rodovia que liga o Anel Rodoviário da capital à Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa-MG), em Contagem, passará por grandes obras de ampliação, com a construção de novas faixas de rolamento e vias marginais.
A previsão é que as intervenções saiam do papel em 2027. As informações foram reveladas em entrevista exclusiva ao Diário do Comércio pelo CEO da concessionária responsável pela via, Tulio Abi-Saber.
Mobilidade e Fluidez no Trânsito
O trecho em questão é conhecido pelo alto fluxo diário de veículos leves e pesados, sendo um eixo estratégico para o transporte de cargas e para o abastecimento de toda a Grande BH. A saturação da pista atual frequentemente resulta em congestionamentos quilométricos, afetando diretamente a produtividade de empresas e a rotina dos motoristas.
Com o pacote de obras anunciado, o projeto visa separar o tráfego local do trânsito de longa distância:
Novas Faixas: Aumento da capacidade de fluxo na pista principal, reduzindo o tempo de viagem.
Vias Marginais: Criação de acessos segregados para os bairros do entorno e para o polo comercial da Ceasa, garantindo maior segurança e organização.
Embora o início das obras esteja agendado para 2027, o cronograma até lá envolve a conclusão de projetos de engenharia, licenciamentos ambientais e desapropriações necessárias para a expansão da faixa de domínio da rodovia.
A expectativa é que o investimento traga um alívio significativo para a infraestrutura de transporte da região, impulsionando a economia local e melhorando a segurança viária de milhares de usuários que dependem da BR-040 diariamente.
O futuro de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento em Ribeirão das Neves ganhou um importante reforço. O município formalizou a implantação de um programa de apadrinhamento, estabelecido por meio de um termo de compromisso firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a prefeitura municipal.
A iniciativa tem como propósito central fortalecer os vínculos familiares e comunitários desse público, garantindo um suporte integral para o desenvolvimento social, emocional, educacional e financeiro dos acolhidos.
Para envolver a sociedade civil de diferentes maneiras, o programa foi estruturado em duas modalidades distintas de participação:
Apadrinhamento Financeiro: Destinado ao custeio de despesas essenciais que fazem a diferença no dia a dia e no futuro dos jovens, tais como investimentos em educação, saúde, cursos profissionalizantes e atividades de lazer.
Apadrinhamento Afetivo: Voltado à construção de laços emocionais e convivência familiar. Essa modalidade foca especialmente em crianças e adolescentes que possuem poucas perspectivas de retornar à família de origem ou de serem adotados.
Estruturação e Critérios de Participação
A partir da assinatura do termo, a Prefeitura de Ribeirão das Neves seguirá prazos específicos para estruturar a iniciativa. Os próximos passos incluem a criação de uma equipe técnica especializada, a divulgação das regras oficiais e o processo de seleção dos futuros padrinhos e madrinhas.
Segurança jurídica: Por envolver o bem-estar de menores em situação de vulnerabilidade, a participação no apadrinhamento afetivo não será automática. Os interessados passarão por uma rigorosa avaliação técnica da equipe responsável e a validação final dependerá da autorização da Justiça.
Com essa parceria entre o Ministério Público e o governo local, Ribeirão das Neves dá um passo significativo para garantir um ambiente mais acolhedor e cheio de novas oportunidades para a sua juventude.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves emitiu um posicionamento oficial para contestar as denúncias de falta de profissionais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis. O esclarecimento ocorre após a morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, que faleceu na unidade de saúde após registrar vídeos em que apontava consultórios vazios e criticava a lentidão no atendimento.
O caso, que gerou forte repercussão, está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais e gerou a abertura de uma sindicância interna por parte da administração municipal para apurar os fatos.
Versão da Paciente e Manifestação de Familiares
Na madrugada anterior ao óbito, Brenda Larissa, que possuía histórico de cardiopatia e fibromialgia, utilizou o próprio telefone celular para registrar as condições de atendimento na UPA. Nas imagens enviadas a familiares e publicadas em redes sociais, a paciente percorre os corredores da unidade e bate à porta de quatro consultórios que se encontravam sem profissionais no momento da gravação.
De acordo com relatos de testemunhas e familiares, pouco após realizar os registros em vídeo, a paciente sofreu uma piora súbita em seu quadro clínico, vindo a falecer na sequência. A família registrou um boletim de ocorrência e suspeita de negligência médica e omissão de socorro, alegando que a gravidade do estado de saúde da paciente não foi devidamente assistida a tempo.
Resposta Oficial do Município e Investigação
Em nota oficial enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves lamentou profundamente o falecimento da paciente, mas rechaçou a hipótese de desfalque na escala de funcionários. Segundo o Executivo municipal, a UPA opera com um quadro completo composto por dez médicos por plantão, assegurando que "não há defasagem de profissionais na unidade".
A administração municipal informou ainda que:
A paciente deu entrada na unidade, passou pela triagem técnica de risco e recebeu o primeiro atendimento médico;
O óbito decorreu de uma parada cardiorrespiratória e, de acordo com o relatório da equipe, foram realizados todos os protocolos técnicos de reanimação, sem sucesso;
Imagens do circuito interno de segurança, prontuários de atendimento e depoimentos do corpo clínico que estava de plantão estão sendo levantados para esclarecer a cronologia dos fatos.
A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata da morte e verificar se houve falha ou omissão na conduta dos profissionais envolvidos.
A Casa Semifusa anunciou a abertura de vagas remanescentes para as suas oficinas gratuitas de Teatro e Moda. De acordo com a organização, as turmas têm início imediato e são voltadas para moradores da região que buscam qualificação cultural e artística. Para garantir a participação, os interessados devem acessar as redes sociais oficiais dos organizadores para preencher o formulário de inscrição.
Teatro, ancestralidade e território
A oficina de Teatro propõe uma imersão prática que vai além das técnicas tradicionais de atuação. O curso é desenhado para quem deseja explorar a riqueza das tradições orais afro-brasileiras, incentivando os participantes a fortalecerem suas conexões com seus territórios de origem e aprofundarem suas noções de identidade e pertencimento. O cronograma das aulas inclui jogos de contação de histórias, práticas de transmissão de oralidade e improvisação teatral, sempre às segundas-feiras, na sede da Casa Semifusa.
As aulas serão ministradas por Nayara Leite. Natural de Ribeirão das Neves, Nayara iniciou sua trajetória artística no programa Valores de Minas em 2014. Hoje, acumula experiência como atriz, arte-educadora, dramaturga, contadora de histórias e produtora. Possui formação técnica pelo Teatro Universitário (TU) e licenciatura em Teatro pela UFMG, com especialização transversal em Relações Étnico-Raciais, História da África e Cultura Afro-Brasileira.
Do planejamento às passarelas: Oficina de Moda
Para quem tem interesse no mercado da confecção e do estilo, a oficina de Moda oferece uma introdução completa ao universo do design, planejamento e produção de coleções. Alternando entre aulas teóricas e dinâmicas práticas, o curso capacita os alunos a compreenderem todas as etapas da cadeia produtiva, além de desenvolver habilidades manuais essenciais para atuação em qualquer nicho do mercado fashion.
A formação fica a cargo do estilista Junio Ramos. Com 19 anos de experiência consolidada no mercado da moda, Ramos atualmente se dedica ao design e à confecção de sua marca própria. O profissional traz na bagagem o reconhecimento do setor, tendo vencido três importantes concursos de estilismo, sendo dois de alcance regional e um nacional.
Como se inscrever
As inscrições devem ser realizadas de forma virtual. Os links com os formulários estão disponíveis nas biografias dos perfis oficiais no Instagram: @casasemifusa e @coletivosemifusa. Por se tratar de vagas remanescentes e com início imediato, a organização orienta que os candidatos façam o cadastro o quanto antes, já que as vagas são limitadas.
SERVIÇO
O que: Vagas remanescentes para oficinas gratuitas de Teatro e Moda
Onde: Casa Semifusa
Início: Imediato
Inscrições: Via direct ou link na bio dos perfis @casasemifusa e @coletivosemifusa no Instagram.
Um detento de 28 anos foi encontrado morto na última segunda-feira (8/6) no Presídio Inspetor José Martinho Drumond.
Lucas Eduardo Monteiro Silva foi localizado por policiais penais que, ao chegarem à cela para prestar atendimento, constataram o óbito. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a direção da unidade prisional instaurou um procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Os presos que dividiam a cela com a vítima serão ouvidos pelo Conselho Disciplinar da instituição. Paralelamente, a investigação criminal ficará a cargo da Polícia Civil.
De acordo com os registros oficiais, Lucas Eduardo estava detido na unidade desde o dia 2 de março, tendo sua primeira entrada no sistema prisional registrada em janeiro deste ano.
O cenário gastronômico de Ribeirão das Neves celebra uma marca importante. O tradicional Restaurante Moinhos, reconhecido na cidade por sua culinária e relevância no comércio local, completa oficialmente 17 anos de atuação. Ao longo de quase duas décadas, o estabelecimento se consolidou como um ponto de encontro para famílias, profissionais e entusiastas da boa cozinha no município.
A trajetória do restaurante acompanha o próprio desenvolvimento comercial da região, mantendo-se como uma referência de resiliência e qualidade no setor de alimentação e serviços nevenses.
Para marcar a data comemorativa, o fundador do empreendimento, Antônio Fonseca, compartilhou uma mensagem de agradecimento direcionada a todos que fizeram parte dessa linha do tempo, destacando o papel coletivo na construção do sucesso do restaurante.
"Hoje o Moinhos completa 17 anos. É com imensa satisfação que venho aqui agradecer a todo nossos clientes, nossos colaboradores, aos nossos parceiros, que juntos fizemos isso acontecer", declarou Fonseca.
Olhando para os próximos passos, o empresário ressaltou o desejo de ver a cidade prosperar e o potencial de Ribeirão das Neves para se consolidar definitivamente no mapa da culinária regional.
"Esperamos que Ribeirão das Neves continue crescendo, desenvolvendo, sendo essa cidade acolhedora para que possamos, juntos, fazer de Neves um polo gastronômico. Juntos somos mais fortes", projetou o fundador.
Com a celebração do aniversário, o Restaurante Moinhos reafirma seu compromisso com a cidade, mantendo suas portas abertas para seguir fazendo parte do dia a dia e da história da população.
O esporte de Ribeirão das Neves voltou a se destacar no cenário nacional. O Centro de Treinamento (CT) AFS Kickboxing representou o município e o estado de Minas Gerais no Campeonato Brasileiro de Kickboxing 2026, realizado em Curitiba (PR), conquistando três importantes pódios.
A atleta Diene Resende garantiu a medalha de prata e o título de vice-campeã brasileira na modalidade Light Contact. O professor e mestre da equipe, Alexandre Frederico, também subiu ao pódio duas vezes, assegurando a prata no Light Contact e o bronze no Point Fight.
A delegação mineira contou ainda com a participação do lutador Bruno Bernardes, que disputou as categorias Kick Light e Light Contact. Embora não tenha subido ao pódio nesta edição, Bruno enfrentou oponentes de alto nível técnico e se destacou pela dedicação, coragem e determinação em cima do tatame.
A competição reuniu a elite do esporte no país, elevando o nível de exigência de cada confronto. Diante de adversários qualificados, o resultado expressivo reforça a solidez do trabalho desenvolvido pelo CT AFS Kickboxing. A equipe disputa o torneio nacional há três anos consecutivos e, em todas as edições, retornou para casa com premiações.
Guiados pelos valores de Atitude, Foco e Superação (AFS), os atletas demonstram o potencial técnico da região, consolidando o município como um celeiro de talentos capazes de competir entre os melhores do Brasil.
Paciente teria ouvido inicialmente que estava apenas com dor muscular
A família da autônoma Brenda Maia, de 32 anos, que morreu após procurar atendimento nesse sábado (6/6) na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, questiona as circunstâncias da morte e cobra esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente. A mulher chegou a gravar um vídeo denunciando a falta de médicos no local horas antes de falecer.
Segundo o irmão dela, em entrevista para o Portal O Tempo, o empresário Hudson Maia, de 39 anos, Brenda tinha histórico de problemas cardíacos e procurou a unidade após sentir dores no peito. Ele relata que a irmã foi atendida inicialmente após a triagem, realizou um eletrocardiograma e permaneceu em observação.
"A médica perguntou o que ela estava sentindo e ela relatou dores no lado esquerdo do peito. Minha irmã explicou que era cardiopata e também tinha fibromialgia. Segundo ela contou para nossa mãe, a médica teria dito que se tratava de uma dor muscular, mas ela insistia que não era isso e que estava sentindo fisgadas no peito", afirmou.
Ainda conforme Hudson, durante a noite o quadro de saúde da irmã teria piorado. Por volta das 22h45, ela precisou receber oxigênio. A família também recebeu mensagens enviadas por Brenda enquanto ela permanecia na unidade.
"Ela mandou mensagem para nossa mãe dizendo que não estava passando bem. Em uma das mensagens, agradeceu por tudo", contou.
Na madrugada deste domingo (7/6), a família foi chamada à unidade de saúde e recebeu a informação de que Brenda havia morrido. Inicialmente, segundo Hudson, um médico informou que a suspeita era de embolia pulmonar e apresentou a documentação para emissão do atestado de óbito.
No entanto, após tomar conhecimento do vídeo gravado pela irmã dentro da UPA denunciando a falta de médicos, Hudson decidiu solicitar que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para apuração da causa da morte.
"Eu já estava para assinar os documentos quando minha esposa me ligou falando sobre o vídeo. Então pedi que chamassem o IML para sabermos a real causa da morte", disse.
O irmão afirma ainda ter recebido relatos de pessoas que estavam na unidade sobre os momentos que antecederam a morte. Segundo ele, houve informações desencontradas sobre onde Brenda estava quando passou mal.
Abalada, a família aguarda o resultado dos exames periciais. Para Hudson, o sentimento é de tristeza e revolta.
"Estávamos planejando uma viagem juntos. É uma dor muito grande. Ela deixa uma filha de 5 anos, que é autista. Nós tentamos conversar com ela, mas ela ainda não entendeu o que aconteceu com a mãe", afirmou.
Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que lamenta o ocorrido e determinou a apuração do caso. Porém, não informou a causa da morte da paciente.
"Foi determinada pela Secretaria a apuração rigorosa do caso, com o levantamento de todas as informações necessárias para o completo esclarecimento das circunstâncias da ocorrência. Após a apuração será dado encaminhamento nas medidas técnicas e jurídicas cabíveis", informou a administração municipal.
A reportagem procurou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Até a publicação desta matéria, a instituição não havia retornado o contato.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos. O óbito ocorreu na madrugada do último domingo (7) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Acrízio Menezes, localizada no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Horas antes de falecer, a paciente gravou e publicou vídeos em suas redes sociais denunciando o desfalque de médicos plantonistas na unidade de saúde.
Brenda Larissa, que tratava problemas de saúde como cardiopatia e fibromialgia, deu entrada na UPA de Justinópolis na tarde de sábado (6), queixando-se de severas dores no peito e na região das costas. De acordo com relatos da mãe da vítima, um médico realizou uma avaliação inicial por volta das 19h, mas deixou o plantão em seguida.
Sem assistência médica subsequente e com dores persistentes, a paciente decidiu percorrer os corredores da unidade na madrugada de domingo. Às 1h38, Brenda fez uma transmissão mostrando ao menos quatro consultórios vazios.
"Não temos médico. Eu continuo sentindo dor. Vim lutar pelos direitos dos que estão aqui, que não sou só eu. A UPA está literalmente com todas as salas vazias, porque tem médico de descanso", protestou a paciente em suas redes, onde também marcou autoridades locais cobrando intervenções fiscais.Segundo familiares, uma funcionária da enfermagem justificou o atraso alegando que o médico responsável estava avaliando exames durante o seu horário de jantar. Pouco tempo depois de registrar a denúncia no celular, o quadro de Brenda se agravou drasticamente. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e, apesar das manobras de ressuscitação da equipe técnica, não resistiu.
Diante da suspeita de negligência médica e omissão de socorro, a família da paciente registrou um boletim de ocorrência. O corpo de Brenda foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte, que realizará os exames periciais necessários para apontar a causa exata do óbito.
O caso provocou forte comoção entre os moradores de Justinópolis e gerou reações políticas. Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves lamentou o falecimento e anunciou a abertura de uma sindicância interna. Contudo, a prefeitura contestou a falta de assistência alegando que a UPA contava com o quadro clínico completo em atuação no momento do ocorrido, sustentando que Brenda permaneceu em observação e monitorada pela equipe de saúde.


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