O Instituto Cultural Semifusa está com inscrições abertas para a oficina continuada "Fios que Conectam". O projeto, totalmente gratuito, é voltado para o aprendizado de técnicas de crochê em fio de malha e traz como diferencial noções básicas de empreendedorismo e economia criativa. As vagas são limitadas.
A aula será ministrada por @aigraciosa e têm como objetivo capacitar os participantes a confeccionarem uma bolsa artesanal do zero, fomentando a autonomia financeira e a geração de renda por meio do artesanato.
Cronograma e Carga Horária
A formação terá uma carga horária total de 30 horas, distribuídas ao longo de dois meses. Os encontros ocorrerão semanalmente, sempre às quartas-feiras, no período da tarde.
Período: De 1º de julho a 2 de setembro de 2026
Horário: Das 15h às 18h
Certificação: Os alunos que concluírem o percurso formativo receberão certificado de participação.
Inscrições e Local
A atividade será realizada presencialmente na sede da Casa Semifusa, localizada na Rua Cataguases, nº 73, no bairro Sevilha B, em Ribeirão das Neves.
Os interessados em garantir uma das vagas devem acessar o link de inscrição disponível nas redes sociais oficiais da instituição (nos perfis do Instagram @casasemifusa e @coletivosemifusa) ou aqui linktr.ee/casasemifusa
A disparidade na infraestrutura urbana do Bairro Kátia tem gerado questionamentos por parte dos residentes da Rua Nova Lima. Enquanto vias circundantes e paralelas receberam pavimentação asfáltica recente, o trecho em questão permanece com cobertura de terra batida e pedras, configurando um contraste direto com o entorno planejado pela administração pública.
De acordo com a comunidade local, a demanda por melhorias na via se estende por cerca de duas décadas. Diante da ausência da rua no cronograma do pacote de obras mais recente do município, os moradores organizaram um abaixo-assinado que já reúne mais de 200 assinaturas para formalizar a solicitação junto ao poder público.
A falta de asfalto gera reflexos práticos na rotina de quem reside ou trabalha na localidade. Léa Costa, uma das moradoras mais antigas da via e mobilizadora do movimento, relata o sentimento de exclusão da comunidade ao acompanhar o avanço das frentes de trabalho nas ruas vizinhas.
"A gente vê as máquinas trabalhando aqui do lado, o asfalto chegando na porta dos vizinhos de outras ruas, e a nossa continua desse jeito. Nós pagamos nossos impostos igual a todo mundo, mas na hora de receber o benefício, parece que a Rua Nova Lima não existe no mapa da prefeitura", afirma Léa.
Além do aspecto urbano, fatores ambientais e econômicos são apontados pela vizinhança:
Saúde pública: Moradores relatam que, durante o período de estiagem, a suspensão de poeira causada pelo tráfego de veículos intensifica problemas respiratórios em crianças e idosos. A residente Pâmela Fonseca aponta que o uso de inaladores e medicamentos tornou-se frequente na rotina das famílias.
Comércio local: Proprietários de pequenos estabelecimentos na região relatam dificuldades de manutenção e prejuízos financeiros decorrentes da poeira constante.
Questionamentos sobre os critérios de seleção
A delimitação das obras é o principal ponto de contestação dos moradores. A pavimentação executada nas últimas semanas foi interrompida exatamente no cruzamento com a Rua Nova Lima.
Suelen Barroso, que reside na via, questiona a lógica técnica adotada na divisão do projeto e cobra um posicionamento oficial.
"É olhar para a esquina e ver tudo asfaltado, limpinho, e quando você vira para a nossa rua, pisa na poeira ou na lama. Por que as outras ruas têm direito e a nossa não? Nós exigimos transparência e uma resposta clara", declara Suelen.
Posicionamento do Executivo Municipal
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e com a Secretaria Municipal de Obras para averiguar quais critérios técnicos justificaram a não inclusão da Rua Nova Lima no atual lote de pavimentação do Bairro Kátia, bem como se há previsão de atendimento à demanda do abaixo-assinado apresentado.
Até a publicação desta matéria, as pastas municipais não haviam enviado resposta formal contendo justificativas ou novos prazos para o local. O espaço permanece aberto para as manifestações e esclarecimentos da municipalidade.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves lançou oficialmente o "Castra Neves", um programa permanente voltado ao controle populacional e bem-estar de cães e gatos. A iniciativa estreia em julho com um mutirão para realizar mil procedimentos cirúrgicos gratuitos. Os tutores interessados já podem inscrever seus animais de estimação pela internet; o prazo termina no dia 26 de junho.
Coordenada pela Superintendência de Proteção e Bem-Estar Animal, a iniciativa unifica os serviços do município, integrando os atendimentos itinerantes nos bairros aos procedimentos fixos da Unidade de Controle Populacional. O objetivo é expandir o acesso ao serviço de forma contínua ao longo do ano.
Cronograma de Atendimento
As cirurgias serão realizadas por ordem de inscrição e ocorrerão em três setores do município no mês de julho:
Região Central: de 1º a 4 de julho;
Região do Veneza: de 6 a 8 de julho;
Região de Justinópolis: de 9 a 11 de julho.
Inscrições e Benefícios
Para garantir a vaga do pet, os proprietários devem efetuar o cadastro prévio por meio do link oficial de atendimento via WhatsApp (31) 99677-3122
De acordo com a Superintendência, além de evitar crias indesejadas e o consequente abandono, a castração é fundamental para prevenir diversas doenças, reduzir comportamentos de risco e garantir uma vida mais saudável e segura para os animais de estimação. Esta mobilização inicial representa a primeira etapa do projeto, que prevê novas fases em diferentes bairros nos próximos meses.
A Casa Semifusa promove, nos dias 16 e 18 de junho, uma oficina introdutória de Vogue Femme voltada para iniciantes.
A atividade integra o projeto "Ocupa a Casa" e será conduzida por Founder Pãe Cigano Vespá, liderança da House of Vespá. Com classificação etária a partir dos 10 anos, a iniciativa é totalmente gratuita.
O "aulão" surge como uma oportunidade para quem deseja dar os primeiros passos na dança e compreender o universo do Vogue.
Não há exigência de experiência prévia na modalidade; o único pré-requisito é o interesse em experimentar os movimentos e a expressão corporal.
Além de focar nas técnicas da dança, a oficina propõe uma imersão na cultura Ballroom — movimento político e artístico que celebra a diversidade.
O encontro busca criar um espaço de liberdade e criatividade, promovendo o sentimento de pertencimento entre os participantes. Inscrições na bio do instagram @casasemifusa ou @coletivosemifusa.
Serviço:
Evento: Oficina Introdutória de Vogue Femme (Projeto Ocupa a Casa)
Datas: 16 e 18 de junho
Local: Casa Semifusa
Classificação: A partir de 10 anos
Entrada: Gratuita
Por Antonio Benvindo
Desde o advento das redes sociais e a consequente popularização do debate virtual, a sociedade testemunha uma produção de conteúdo em massa nunca antes vista. No ecossistema digital, a máxima "quem não é visto, não é lembrado" tornou-se o mantra absoluto. Para garantir presença digital, conquistar fatias do eleitorado e, consequentemente, garantir uma vaga no poder, a classe política migrou em peso para as telas dos smartphones. O problema não é a migração em si, mas a metamorfose estética e ética que ela causou: a política virou espetáculo.
Hoje, tornou-se comum — e até esperado — encontrar figuras públicas performando dancinhas, dublagens e esquetes humorísticas na internet. A “trend” virou circo. No entanto, fantasiar a gestão pública com o manto do entretenimento barato é uma faca de dois gumes. Quando assuntos de extrema gravidade, como saúde, educação e segurança pública, são reduzidos a roteiros de humor para viralizar, o famoso "tiro" tende a sair pela culatra.
Fica o questionamento inevitável: em que momento a política virou piada e banalização? Quando foi que aceitamos a "tiktokzação" do debate público?
Em cidades como Ribeirão das Neves, assoladas por desigualdades profundas e problemas sociais crônicos, a espetacularização e a busca pelo riso frouxo não são apenas saídas infelizes; são um desrespeito à realidade da população. Peca pelo excesso, já diria o ditado.
Cresci aprendendo que a política deveria ser tratada como um assunto de alta seriedade. Afinal, as decisões tomadas nos plenários impactam diretamente a mesa, o hospital e a escola do cidadão comum. Há um limite ético perigoso que está sendo cruzado. No cenário atual, a maioria dos agentes políticos parece hipnotizada pela métrica do engajamento. Troca-se o projeto de lei pelo hype, a fiscalização rigorosa pelas curtidas, e o debate de propostas pelo voto gerado pelo carisma artificial do algoritmo.
É claro que o fenômeno não nasceu ontem. Desde a célebre campanha de Tiririca e seu slogan "Pior que tá não fica", a ironia e o deboche provaram sua eficácia nas urnas. O que antes era uma exceção folclórica, contudo, virou a regra do jogo democrático.
Não se trata de defender uma política elitista, engessada ou inacessível. A comunicação deve, sim, ser clara e próxima do povo. Mas a proximidade não exige infantilização. Precisamos, urgentemente, resgatar a sobriedade no trato da coisa pública. Enquanto a sociedade continuar aplaudindo políticos que agem como influenciadores digitais de comédia, continuaremos colhendo curtidas nas redes e amargando a falta de soluções reais nas ruas.
A verdadeira prática política fundamenta-se no debate propositivo e na escuta social. É imperativo transcender as bolhas digitais, visto que o ecossistema virtual reflete apenas uma fração da complexa realidade das ruas.
A Cemig, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está com inscrições abertas para o seu Programa de Aprendizagem. Ao todo, são oferecidas 150 vagas gratuitas para o curso de Eletricista de Redes Aéreas de Distribuição.
As oportunidades estão distribuídas entre seis municípios mineiros, dentre eles Belo Horizonte.
No momento do cadastro, o candidato deve optar por apenas uma das localidades.
Requisitos e benefícios
O programa é voltado para jovens entre 18 anos completos e 24 anos incompletos que já tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.
Com duração de seis meses, a formação combina aulas teóricas e práticas. Além da capacitação gratuita, os selecionados receberão:
Bolsa-auxílio equivalente a um salário mínimo
Vale-transporte e vale-refeição
Seguro de vida
Depósito de FGTS (alíquota de 2%)
Objetivo: Segundo a Cemig, a iniciativa visa suprir a crescente demanda por mão de obra especializada e qualificada no setor elétrico, ampliando as chances de inserção dos jovens no mercado de trabalho.
Inscrições
Os interessados têm até o dia 14 de junho para se candidatar exclusivamente pelo site do Instituto Euvaldo Lodi (IEL): https://carreiras.iel.org.br/MG/programa/89/aprendizagem-cemig-2026-2 . As aulas estão previstas para começarem ainda este ano.
O cantor e compositor nevense Guilherme Barros está oficialmente na disputa do tradicional Concurso de Bandas do João Rock, um dos maiores festivais de rock e cultura alternativa do Brasil. O objetivo é garantir uma vaga para se apresentar em um dos palcos principais do evento, que atrai anualmente dezenas de milhares de pessoas.
A primeira etapa do concurso depende diretamente do engajamento popular. O público pode votar no artista local por meio da plataforma oficial do festival, ajudando a impulsionar a música produzida na Região Metropolitana de Belo Horizonte para o circuito dos grandes festivais do país.
O Gigante João Rock
Realizado anualmente em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o Festival João Rock consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas, como o principal termômetro e ponto de encontro da música brasileira voltada ao rock, pop, reggae e hip-hop. O evento é conhecido por montar line-ups históricos, reunindo lendas da música nacional e os nomes mais influentes da atualidade em um único dia de programação intensa.
Mais do que um espaço de entretenimento, o festival se tornou um polo difusor de tendências e uma plataforma de consagração para o mercado fonográfico brasileiro.
A importância da representatividade periférica
Para além do mérito individual, a possível presença de um artista como Guilherme Barros no line-up do João Rock carrega um significado social e cultural profundo para Ribeirão das Neves. Historicamente, os grandes palcos nacionais tendem a centralizar o acesso aos circuitos de fomento e visibilidade nas capitais, criando barreiras invisíveis para a produção cultural que ferve nas periferias e regiões metropolitanas.
A trajetória de Guilherme Barros até a seletiva do festival joga luz sobre o amadurecimento e a qualidade técnica da cena musical nevense. Ter um representante da cidade em um evento dessa magnitude quebra estereótipos, demonstra que a periferia é polo exportador de arte e serve como um combustível de inspiração e autoestima para novos talentos locais que buscam profissionalizar suas carreiras no mercado da música.
Como votar e apoiar
As votações para o Concurso de Bandas ocorrem de forma virtual. Para apoiar o músico nevense e registrar o seu voto, basta acessar o link oficial de votação do artista:
🔗 concurso.joaorock.com.br/banda/guilherme-barros
A GPA, empresa responsável pela administração do Complexo Penitenciário Público-Privado (CPP/RNS-I) em Ribeirão das Neves, está com processos seletivos abertos para reforçar seu quadro de colaboradores na unidade. Primeira iniciativa do país a operar no modelo de Parceria Público-Privada (PPP) no sistema prisional, a concessionária busca profissionais alinhados com suas diretrizes de eficiência, segurança e ressocialização.
As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e setores de atuação. Estão disponíveis vagas para Monitor de Ressocialização Prisional — função voltada para o acompanhamento dos internos e garantia dos procedimentos internos —, além de postos na área corporativa e operacional, como Analista Contábil, Analista Jurídico, Auxiliar Administrativo (incluindo vagas exclusivas para PCD), Auxiliar de Manutenção e Auxiliar de Saúde Bucal. A instituição também abriu oportunidades de estágio para estudantes de Direito, Serviço Social e áreas ligadas à Educação.
Quem tiver interesse em se candidatar deve realizar o cadastro exclusivamente pela internet. O recebimento de currículos e o detalhamento dos pré-requisitos de cada função estão centralizados na página oficial de recrutamento da empresa, hospedada na plataforma Gupy (vagasgpappp.gupy.io). A concessionária também disponibiliza um Banco de Talentos para futuras contratações no município.
A trajetória de um atleta é feita de escolhas, quedas e, acima de tudo, busca por equilíbrio. Para um dos grandes nomes do slackline, Gustavo GTO, que consolidou sua carreira em Ribeirão das Neves, o domínio da fita elástica se transformou em um passaporte para o cenário internacional. Hoje, integrando o elenco de um renomado teatro de um parque de diversões na Alemanha, o esportista conversou com o portal ribeiraodasneves.net e relembrou sua caminhada marcada pela resiliência, a importância do projeto social Neves na Fita e o orgulho de carregar a identidade da periferia para o exterior.
A fita que mudou o destino: De Natal a Ribeirão das Neves
A história com o esporte começou de forma despretensiosa, há 12 anos, durante uma viagem de férias. O que era apenas um passatempo de veraneio rapidamente se transformou em estilo de vida. O jovem começou a se destacar pela técnica e a criar laços fortes no meio esportivo, até que chegou a um momento de transição pessoal, em que buscava novos desafios e motivação.
Foi quando recebeu o convite dos atletas Darllyon Arraujo, Alisson Ferreira e Hendle Santos para integrar o grupo Neves na Fita. A resposta foi imediata: o atleta arrumou as malas com o que tinha de roupas e deixou Natal, no Rio Grande do Norte, rumo a Ribeirão das Neves.
"A cidade me acolheu e foi aqui que construí grande parte da minha caminhada no slackline. Vim em busca de oportunidade, de crescimento e também de um ambiente onde eu pudesse evoluir como pessoa. Aos poucos fui criando raízes e entendendo que Neves fazia parte da minha trajetória", relembra.
O grupo nevense foi o pilar central na sua transição de praticante para atleta de alto rendimento e profissional da área, espaço onde ele também pôde atuar compartilhando sua bagagem técnica com os novos integrantes.
A periferia como escola de resiliência e criatividade
Como a maioria dos atletas que vêm da base comunitária, o caminho foi repleto de obstáculos. A escassez de estrutura, as barreiras financeiras, a falta de patrocínio e o ceticismo de terceiros foram desafios constantes. No entanto, a mentalidade moldada na "quebrada" transformou a escassez em combustível criativo.
"A quebrada me ensinou a ser forte, criativo e a nunca desistir. Quando a gente cresce com pouco, aprende a dar valor a cada oportunidade e a fazer muito com quase nada. A periferia me deu humildade, visão de realidade e também coragem. Aprendi a improvisar, a correr atrás e a acreditar no meu potencial mesmo quando o cenário parecia difícil. Tudo isso eu levo comigo para qualquer lugar do mundo."
Para o atleta, a própria essência do slackline serviu como metáfora para enfrentar a vida: a necessidade de se manter resiliente, persistente e focado, entendendo que "vencer na vida" vai muito além de conquistas materiais, consistindo em manter-se de pé e evoluir constantemente.
O passaporte carimbado: O reconhecimento internacional
A virada de chave definitiva veio através da visibilidade conquistada com anos de dedicação, potencializada pelas redes sociais e conexões construídas no meio artístico do esporte. O reconhecimento cruzou o oceano com um convite para trabalhar no teatro de um dos parques de diversões mais renomados da Alemanha.
O momento de embarque e o carimbo no passaporte trouxeram à tona as memórias de toda a jornada.
"Foi uma mistura de emoção, gratidão e orgulho. Naquele momento passou um filme na minha cabeça: os treinos, as dificuldades, os dias em que pensei em desistir e todas as pessoas que me ajudaram na caminhada. Eu percebi que o sonho que começou lá atrás, de forma simples, estava me levando para o mundo", conta, emocionado.
De aprendiz a referência para a nova geração
Hoje, brilhando nos palcos europeus, o atleta não esquece de onde veio e celebra o fato de ter se tornado uma referência viva para as crianças e jovens que estão dando os primeiros passos no projeto Neves na Fita, na mesma cidade que um dia o acolheu.
Para ele, ocupar essa posição é uma responsabilidade que carrega com orgulho. A expectativa é que sua história funcione como um espelho, mostrando que a dedicação ao esporte e a valorização das próprias origens são capazes de abrir portas antes inimagináveis. "Se minha caminhada puder mostrar para alguém que é possível sonhar grande através do esporte, então tudo já valeu a pena", finaliza.


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