Enquanto o Brasil debate os rumos e a reconstrução de sua Seleção após mais uma eliminação precoce em Copas do Mundo, Ribeirão das Neves tem um motivo especial para olhar para o passado com orgulho. A cidade é o berço de Wilson da Silva Piazza, campeão mundial em 1970 e peça fundamental do lendário esquadrão comandado por Mário Jorge Lobo Zagallo no México.
Nascido em solo nevense no dia 25 de fevereiro de 1943, Piazza construiu uma carreira brilhante e vitoriosa, tornando-se ídolo incontestável do Cruzeiro e da Seleção Brasileira. Volante de origem, ele aceitou o desafio de atuar como zagueiro na Copa de 1970, destacando-se por sua inteligência tática, liderança refinada e extrema regularidade técnica.
Protagonismo no Esquadrão de Ouro
Na campanha histórica do tricampeonato, Piazza jogou todas as partidas. Ele foi o pilar defensivo de uma equipe que contava com gênios como Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres — um time que encantou o planeta e é considerado por especialistas internacionais como a melhor seleção de futebol de todos os tempos.
Mesmo após atingir o topo do esporte mundial, o craque nunca rompeu os laços com suas origens. Ao longo das décadas, o ex-jogador sempre retornou a Ribeirão das Neves para participar de eventos, receber homenagens e interagir com os moradores. Em visitas recentes à cidade, Piazza se emocionou ao relembrar histórias da infância e o início de sua trajetória nos campos de terra locais.
Em tempos de forte saudade dos anos de glória do futebol brasileiro, a trajetória do craque nevense ganha ainda mais relevância. Ela reforça que Ribeirão das Neves tem papel ativo na construção do capítulo mais bonito da história do esporte nacional.
Mais do que as medalhas e troféus na galeria, o legado de Wilson Piazza vive por meio de sua disciplina e dedicação, servindo de inspiração para jovens atletas da Região Metropolitana de Belo Horizonte que sonham em, um dia, também conquistar o mundo.

