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Política

 

Pacote inclui cadastro nacional, medidas protetivas e regras para presos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um pacote de leis voltado ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres.

As medidas criam um cadastro nacional de condenados por crimes contra mulheres, ampliam hipóteses de afastamento imediato do agressor, endurecem regras para presos que continuem ameaçando vítimas e reduzem burocracias para acelerar medidas protetivas.

Os projetos foram assinados durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio e as normas foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21).

Cadastro nacional de condenados

A principal medida do pacote é a Lei 15.409/2026, que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM).

O banco de dados reunirá informações de pessoas condenadas com sentença transitada em julgado por crimes praticados contra mulheres, como feminicídio, estupro, perseguição, violência psicológica, importunação sexual e assédio sexual.

O sistema será administrado pelo governo federal e deverá integrar informações de órgãos de segurança pública estaduais e federais, permitindo compartilhamento de dados em tempo real entre forças policiais.

Segundo a lei, o cadastro deverá conter:

Nome completo;
CPF e RG;
Filiação;
Endereço residencial;
Fotografia frontal;
Impressões digitais; e
Identificação do crime cometido.
A identidade da vítima deverá permanecer sob sigilo.

A proposta foi apresentada pela deputada federal Silvye Alves (União-GO) e busca facilitar a localização de criminosos foragidos, fortalecer investigações e reduzir riscos de reincidência.

A nova regra entra em vigor em 60 dias.

Ampliação do afastamento do agressor

Lula também sancionou a Lei 15.411/2026, que altera a Lei Maria da Penha para ampliar as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima.

Com a mudança, o afastamento poderá ser determinado quando houver risco à integridade física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial da mulher ou de seus dependentes.

O texto amplia o alcance das medidas protetivas para além dos casos de violência física e inclui situações envolvendo violência moral, sexual e patrimonial.

A proposta é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da União.

Regras mais duras para presos

Outra medida sancionada foi a Lei 15.410/2026, conhecida como Lei Barbara Penna, inspirada em caso de violência doméstica que ganhou repercussão nacional.

A norma altera a Lei de Execução Penal para reforçar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente em casos de ameaças ou intimidações praticadas por condenados ou presos provisórios.

Pela nova regra, presos que continuarem ameaçando vítimas ou familiares poderão ser submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A lei também prevê transferência do preso para unidades prisionais em outros estados quando houver continuidade das ameaças durante o cumprimento da pena.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura para incluir como modalidade de tortura a submissão reiterada de mulheres a intenso sofrimento físico ou mental em contexto de violência doméstica e familiar.

A proposta é de autoria da senadora Soraya Thronicke (União-MS) e entrou em vigor na data da publicação.

Agilidade para medidas protetivas

Também foi sancionada a Lei 15.412/2026, que altera a Lei Maria da Penha para agilizar o cumprimento de medidas protetivas e decisões judiciais.

A nova norma estabelece que medidas protetivas de natureza cível, inclusive prestação de alimentos provisionais ou provisórios, passam a constituir título executivo judicial automaticamente, sem necessidade de abertura de nova ação principal.

A mudança busca reduzir burocracias e acelerar a efetivação das decisões judiciais voltadas à proteção das vítimas.

O texto também determina que juízes adotem providências para garantir o cumprimento prático das medidas protetivas concedidas.

A proposta entrou em vigor na data da publicação no Diário Oficial da União.

 

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A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (3), o Projeto de Lei 5.967/2023, que estabelece um teto nacional de 144 horas mensais para a jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares. A proposta, que agora segue para análise do Senado Federal, representa um marco na tentativa de padronizar as condições de trabalho das forças de segurança em todo o país.

Além do limite de carga horária, o texto prevê o pagamento obrigatório de horas extras e remuneração em dobro para serviços realizados em feriados.

Fim da disparidade entre estados
Atualmente, a ausência de uma norma federal permite que a jornada varie drasticamente entre as unidades da federação. Em alguns estados, profissionais chegam a cumprir 240 horas mensais.

Em Minas Gerais, a legislação estadual vigente desde 2022 já limita o trabalho a 160 horas por mês. Diante do avanço do projeto federal, o deputado Sargento Rodrigues (PL) já articula propostas para adequar a jornada mineira ao novo teto de 144 horas, caso a lei seja sancionada.

Foco na saúde ocupacional
O projeto tem como objetivo central humanizar a rotina dos militares, reduzindo o estresse ocupacional e os riscos à saúde mental da categoria. Segundo o texto aprovado:

Excepcionalidade: Convocações que excedam o limite mensal serão restritas a casos de calamidade pública, estado de sítio ou intervenção federal.

Compensação: Qualquer atividade além da jornada regular deverá ser devidamente indenizada.

A medida é vista por especialistas em segurança pública como um avanço para a eficiência do policiamento, sob o argumento de que profissionais menos exaustos entregam um serviço de maior qualidade à população.

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O fisioterapeuta e empresário Renato Loffi oficializou o lançamento de sua pré-candidatura ao cargo de deputado estadual para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu em evento realizado no último dia 29 de abril, no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves.

Loffi, que utiliza sua trajetória pessoal e profissional como base de seu projeto político, apresentou-se como uma alternativa voltada ao cuidado e à inclusão social. Durante o evento, ele destacou sua experiência como empresário e "pai atípico" — termo utilizado por pais de pessoas com deficiência ou condições raras — para embasar suas propostas de gestão pública.

De acordo com o comunicado divulgado pelo pré-candidato, a plataforma política tem como objetivo central a construção de políticas públicas mais humanas e acessíveis em Minas Gerais. Entre as principais bandeiras defendidas por Loffi, destacam-se:

Inclusão Social: Foco em direitos e serviços para pessoas com deficiência e seus familiares.
Saúde Pública: Utilização de sua experiência na fisioterapia para discutir o acesso real a tratamentos e assistência especializada.
Gestão Humana: Propostas voltadas para o que classifica como a defesa de populações em situação de vulnerabilidade.

A movimentação política de Renato Loffi ocorre em um momento de articulação partidária visando o pleito de outubro. Embora a pré-candidatura tenha sido lançada, a definição oficial das siglas e coligações ocorrerá apenas no segundo semestre.

Segundo o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções partidárias para a oficialização de candidaturas devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Até lá, os postulantes aos cargos legislativos seguem em fase de mobilização de bases e apresentação de propostas ao eleitorado mineiro.

A entrada de nomes com o perfil de Loffi no cenário de Ribeirão das Neves reforça a tendência de candidaturas fundamentadas em nichos específicos de atuação social e profissional, especialmente em pautas de saúde e inclusão, que têm ganhado relevância no debate legislativo estadual nos últimos anos.

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Com o intuito de estreitar o diálogo entre a prefeitura e a sociedade civil, Ribeirão das Neves realiza, nesta terça-feira (28), uma reunião aberta para debater políticas públicas voltadas à causa animal. O encontro acontece às 18h30, na Igreja São Francisco de Assis, no bairro Veneza.
O evento busca ser um espaço de escuta ativa para que a população possa contribuir diretamente na formulação de ações de proteção e bem-estar animal. De acordo com os organizadores, a iniciativa visa construir soluções conjuntas e mais eficazes para os desafios enfrentados pelo município no setor.
A mobilização reforça o compromisso da cidade com a guarda responsável e a conscientização sobre os direitos dos animais, incentivando a participação comunitária como pilar para o avanço das políticas locais.

Serviço

O quê: Reunião sobre políticas públicas de proteção animal.
Quando: Terça-feira, 28 de abril, às 18h30.
Onde: Igreja São Francisco de Assis (Rua Veneza, s/n — Bairro Veneza, Ribeirão das Neves).
Público: Aberto a todos os cidadãos e protetores da causa.

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A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) oficializou sua pré-candidatura à reeleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) durante um evento em Ribeirão das Neves. A parlamentar escolheu a cidade, onde possui histórico de militância social, para o anúncio de sua permanência na disputa legislativa pelo estado.
Advogada popular e educadora infantil, Andréia de Jesus iniciou sua trajetória profissional como empregada doméstica e tornou-se a primeira mulher preta retinta eleita na história da ALMG. Em seu mandato atual, a deputada concentra sua atuação na defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e no fortalecimento de políticas públicas para populações vulnerabilizadas e comunidades tradicionais.
Durante a atual legislatura, Andréia de Jesus ocupou a presidência da Comissão de Direitos Humanos por dois anos, exercendo atualmente a vice-presidência do colegiado. Ela também integra as comissões de Cultura, Mulheres e Participação Popular.

Entre as ações destacadas pela parlamentar está a articulação junto aos Ministérios da Educação e dos Direitos Humanos para a construção do primeiro campus universitário exclusivamente quilombola do Brasil, localizado no Vale do Jequitinhonha. Em declaração, a deputada reafirmou seu compromisso com a reparação histórica para a população negra, apesar de relatar o enfrentamento de violência política e ameaças de morte durante o exercício do cargo.

A pré-candidata integra o campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apoia a pré-candidatura de Marília Campos ao Senado Federal. Andréia de Jesus coloca seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores para dar continuidade ao trabalho iniciado em 2019.

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