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Segurança

Cidade da Região Metropolitana é contemplada em ação do Governo de Minas voltada ao fortalecimento operacional da corporação; investimento total chega a R$ 3,9 milhões.

O policiamento ostensivo e a agilidade nas ações da Polícia Militar em Ribeirão das Neves ganharão um importante reforço nos próximos dias. O município foi incluído na lista de cidades mineiras contempladas pelo novo pacote de investimentos em segurança pública do Governo do Estado, anunciado oficialmente nesta segunda-feira (25/5).
Em solenidade realizada na Academia de Polícia Militar, em Belo Horizonte, o governador Mateus Simões formalizou a entrega de um lote composto por 13 novas viaturas e mais de 600 armamentos destinados a diversas frentes operacionais em Minas Gerais. Ribeirão das Neves foi selecionada de forma estratégica para receber veículos integrantes deste novo contingente.
Os recursos para a aquisição de todo o maquinário operante — que totalizam cerca de R$ 3,9 milhões — são oriundos de emenda parlamentar federal. O lote total distribuído pelo Estado reúne quatro caminhonetes 4x4 equipadas com cela, três SUVs básicas e seis veículos descaracterizados, que reforçarão a logística de segurança.
A inclusão de Ribeirão das Neves no cronograma de entregas atende a uma demanda contínua de modernização da frota da Região Metropolitana. O incremento de viaturas é visto como peça-chave para a geografia urbana do município, que possui áreas de grande extensão e alta densidade demográfica, demandando veículos novos e com plena capacidade técnica para o patrulhamento preventivo e repressão ao crime.
No que tange aos armamentos pesados fornecidos no mesmo evento — composto por fuzis, pistolas e espingardas —, o lote atual foi destinado a outras cidades da Grande BH e do interior (como Contagem e Belo Horizonte), de modo que o foco inicial direcionado a Ribeirão das Neves concentrou-se no aporte logístico de mobilidade terrestre.
Durante o evento na capital, o governador Mateus Simões ressaltou o impacto direto dessas entregas na rotina dos militares que atuam diretamente nas ruas.
"As mais de 600 armas e 13 viaturas para a Polícia Militar de Minas Gerais significam policiais em melhor condição operacional na rua. No final das contas, isso significa mais segurança para as pessoas e é isso que importa", destacou o chefe do Executivo.
O repasse de novos equipamentos faz parte de uma diretriz que busca descentralizar os recursos, permitindo que cidades de grande porte e relevância socioeconômica na Região Metropolitana, como Ribeirão das Neves, mantenham suas frotas atualizadas e prontas para o atendimento rápido à comunidade.

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Segurança

Um levantamento detalhado do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG) acendeu o alerta para o colapso do sistema penitenciário no estado. O município de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desponta como o epicentro da crise, abrigando as unidades prisionais com os maiores índices de letalidade e o maior volume de denúncias de violações de direitos humanos em Minas Gerais.

Os dados, obtidos a partir de relatórios do Departamento Penitenciário (Depen-MG) e da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), contabilizam 643 mortes de indivíduos privados de liberdade (IPL) entre janeiro de 2024 e 15 de março de 2026. O balanço engloba óbitos ocorridos dentro e fora das dependências carcerárias (como detentos do regime semiaberto).

O peso de Ribeirão das Neves nas estatísticas de óbitos
Excluindo o Núcleo de Gestão de Escolta Hospitalar (DSE) — que registrou 60 mortes por receber detentos já em estado grave —, as penitenciárias de Ribeirão das Neves lideram o ranking de mortalidade no estado:

Presídio Inspetor José Martinho Drumond (Ribeirão das Neves): 36 mortes.

Penitenciária José Maria Alkimin (Ribeirão das Neves): 32 mortes.

Somadas, as duas unidades da cidade registraram 68 mortes no período analisado. Em termos comparativos, o número supera o total do Núcleo hospitalar do Estado. A evolução ano a ano aponta para a persistência do problema no município:

Em 2024: O Presídio José Martinho Drumond registrou 15 mortes, enquanto a Penitenciária José Maria Alkimin contabilizou 13.

Em 2025: O número subiu para 19 óbitos no Drumond e 16 na Alkimin.

Até março de 2026: A tendência se manteve, registrando-se 3 mortes na Alkimin e 2 no Drumond em apenas dois meses e meio.

Liderança isolada em denúncias de violações
Ribeirão das Neves também lidera de forma isolada o ranking de queixas. Do total de 1.161 denúncias recebidas pelo Conedh-MG em seu último relatório anual, o sistema prisional concentrou impressionantes 83% (968 casos).

O Presídio Antônio Dutra Ladeira, também localizado em Ribeirão das Neves, foi o alvo principal da indignação de familiares e detentos, acumulando 233 denúncias. O volume é significativamente superior ao segundo colocado no estado, o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, que teve 146 registros.

Vistorias realizadas recentemente pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no Presídio Dutra Ladeira constataram cenários degradantes: superlotação crônica, celas insalubres e policiais penais trabalhando em condições precárias. Sindicatos da categoria e especialistas alertam que o déficit de profissionais e a falta de estrutura deixam o sistema à beira do colapso.

Divergências nos dados estaduais
O Conedh-MG apontou que os relatórios oficiais enviados pelo governo apresentam inconsistências. Nos anos de 2024 e 2025, houve divergência entre a soma total divulgada e a apuração individualizada por cada unidade. Em 2024, calcula-se que o total real de mortes sob a tutela do Estado ficou entre 275 e 277. Em 2025, a oscilação foi de 310 a 312 óbitos. Para 2026, os dados fecharam sem discrepâncias até o dia 15 de março, somando 56 mortes no ano.

A alta taxa de suicídios dentro das prisões também chama a atenção das entidades de direitos humanos. Somente em 2025, foram registrados 54 suicídios dentro das celas em Minas Gerais, superando os casos de mortes provocadas por terceiros (homicídios), que somaram 32 ocorrências.

Procurada para comentar os dados e as condições específicas das unidades de Ribeirão das Neves, a Sejusp-MG não detalhou as medidas de intervenção até o fechamento desta reportagem.

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Pelotão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros foi acionado e resgatou o homem


Militares do Corpo de Bombeiros foram acionados na tarde deste domingo (17) para resgatar um detento que ficou preso na portinhola de uma cela na Penitenciária José Maria Alkimim, em Ribeirão das Neves.
Segundo informações repassadas aos militares do Pelotão de Busca e Salvamento, o homem teria tentado recuperar um objeto pessoal que caiu do lado de fora da cela, quando ficou preso na estrutura.

O trabalho de retirada durou cerca de 40 minutos e exigiu precisão dos bombeiros, já que a lâmina utilizada no equipamento de corte ficou muito próxima do detento durante a operação. O homem foi resgatado sem ferimentos.

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Segurança


A Polícia Civil de Minas Gerais busca informações que levem ao paradeiro de Larissa Ellen Dias Mendes, de 29 anos, desaparecida desde o dia 26 de abril. A jovem foi vista pela última vez no bairro Sevilha, em Ribeirão das Neves.

Embora Larissa tivesse o costume de se ausentar por curtos períodos, a família afirma que o silêncio prolongado foge ao seu comportamento habitual, já que ela sempre manteve contato com os parentes. A mãe da jovem relatou que a filha sofre com a dependência química, fator que pode estar relacionado ao seu sumiço, mas a falta de notícias gerou um alerta imediato entre os familiares.

Pista crucial
Uma mensagem enviada por Larissa a um amigo antes de desaparecer tornou-se o foco central das buscas. No texto, ela indicava um endereço específico e pedia que fosse procurada naquele local "caso algo lhe acontecesse". Segundo os familiares, o ponto mencionado é uma região de mata de difícil acesso e conhecida pela periculosidade.

Investigação e apelo
A Polícia Civil já recebeu o registro do desaparecimento e analisa as comunicações eletrônicas da vítima. Familiares e amigos realizam buscas por conta própria e pedem a colaboração da comunidade.

Serviço: Como ajudar

Se você viu Larissa Ellen Dias Mendes ou tem informações sobre sua localização, utilize os canais oficiais. O sigilo é garantido.
Disque-Denúncia: 181 (Geral)
Polícia Civil (Divisão de Desaparecidos): 0800 282 8197
Polícia Militar: 190

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A ocorrência faz parte de um intervalo de 24 horas em que o sistema prisional da Grande BH registrou dois óbitos. Causas em Neves ainda são desconhecidas e serão investigadas.

O sistema penitenciário de Minas Gerais registrou duas mortes de detentos em menos de 24h. Um dos casos ocorreu no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, localizado em Ribeirão das Neves. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) neste domingo (10/5).

De acordo com as autoridades, o detento de Ribeirão das Neves foi identificado como Jordan. Ele foi retirado da cela para atendimento médico emergencial pela equipe de saúde da própria unidade, porém já não apresentava sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito no local.

Histórico e procedimentos
Jordan havia sido admitido na unidade de Ribeirão das Neves em 24 de setembro de 2023, possuindo passagens pelo sistema prisional que remontavam a novembro de 2016. Ao contrário da outra morte registrada no mesmo período (no Ceresp Betim, onde a causa foi identificada como infarto), o motivo do falecimento no presídio de Neves ainda não foi divulgado.

Medidas investigativas
Diante do ocorrido, a direção do Presídio Inspetor José Martinho Drumond adotou os protocolos padrão para casos de óbito sob custódia do Estado:

Conselho Disciplinar: Os detentos que dividiam a cela com a vítima serão ouvidos para prestar esclarecimentos.

Investigação Criminal: O caso foi repassado à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que conduzirá o inquérito para apurar se houve morte natural, acidente ou indícios de crime.

Procedimento Administrativo: A Sejusp instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte no âmbito administrativo.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames que devem apontar a causa exata da morte.

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A manhã desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, foi marcada por uma forte movimentação policial em Ribeirão das Neves. O município integra a lista das 13 cidades mineiras onde o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG) deflagraram a segunda fase da Operação Vulcano, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armamento pesado e munições.
A ofensiva busca sufocar o fornecimento de instrumentos bélicos para o tráfico de drogas e para a prática de crimes violentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Embora o balanço individualizado por município ainda não tenha sido divulgado pelas autoridades, Ribeirão das Neves foi listada como ponto estratégico para o cumprimento dos 56 mandados de busca e apreensão expedidos nesta fase. A operação mobilizou um contingente expressivo, contando com:

250 Policiais Militares;
Promotores de Justiça e servidores do Gaeco;
Policiais Penais e corregedoria da Sejusp.

Até o momento, os dados parciais em toda a região indicam a prisão de 11 pessoas (sendo 10 com passagens criminais prévias) e a apreensão de um arsenal que inclui pistolas, revólveres, rifles e cerca de 1.400 munições de diversos calibres. Além do material bélico, os agentes apreenderam crack, cocaína, maconha e aproximadamente R$ 33 mil em espécie.

As investigações, que tiveram início no primeiro semestre de 2025, revelaram um esquema sofisticado e alarmante. O "fio da meada" foi a identificação de um indivíduo com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Aproveitando-se de sua condição legal, ele desviava munições do comércio regular para abastecer facções criminosas.
A investigação apurou ainda fatos graves:

Desvio de munição de alta potência: Milhares de cartuchos para fuzis 5.56 e 7.62 estavam sendo comercializados ilegalmente.
Receptação na Polícia Civil: Parte das armas vendidas pela organização (pistolas e revólveres) era desviada da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte.

Histórico da Operação

A Operação Vulcano já havia desferido um golpe contra o grupo em dezembro de 2025, quando 17 pessoas foram presas e mais de 7 mil munições foram retiradas de circulação. Com as provas colhidas em celulares, interceptações e movimentações bancárias dos alvos, esta segunda fase visa encerrar as atividades da rede que utiliza cidades como Ribeirão das Neves como pontos de logística ou esconderijo para o material ilícito.
"A retirada dessas armas e munições das ruas de Neves e municípios vizinhos é um passo crucial para a redução dos índices de homicídios e crimes patrimoniais violentos que assolam a nossa região," destacou uma fonte ligada à operação.
Cidades Alvo nesta quarta-feira (06/05): Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros.

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Em meio ao debate sobre o fortalecimento da segurança pública municipal, Ribeirão das Neves consolida sua posição institucional ao figurar na lista oficial da Polícia Federal (PF) de cidades com o Termo de Adesão (TAD) em vigor. O documento é o pilar jurídico que autoriza o porte de arma funcional para os integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM), garantindo que a corporação atue dentro dos mais rigorosos padrões de fiscalização federal.

Para manter o armamento de seu efetivo, o município de Ribeirão das Neves precisa cumprir uma série de exigências estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento e pelo Decreto nº 11.615/2023. A Polícia Federal atua como órgão regulador, sendo responsável por:

Auditoria de Treinamento: Validar se os guardas nevenses possuem aptidão psicológica e técnica atualizadas.

Fiscalização de Logística: Garantir que o armazenamento de armas e munições na cidade siga normas rígidas de segurança para evitar extravios.

Controle Funcional: Emitir e renovar o porte de arma apenas para servidores com vínculo ativo e conduta ilibada.

Estrutura Independente
Um dos requisitos fundamentais que colocam Ribeirão das Neves nesta lista é a manutenção de órgãos de controle interno. Conforme a Lei nº 13.022/2014, o município deve manter Corregedoria e Ouvidoria próprias e independentes, assegurando que qualquer desvio de conduta seja apurado com autonomia, sem interferência política direta.

Autonomia e Investimento Municipal
É importante destacar que a presença no grupo de cidades autorizadas pela PF exige investimento constante da Prefeitura. Diferente das forças estaduais, o custeio de armamento, munição, logística e, principalmente, o treinamento continuado do efetivo nevense é de responsabilidade integral do tesouro municipal.

Panorama Regional
Ribeirão das Neves faz parte de um grupo de apenas 22 municípios mineiros (dentre os 853 do estado) que possuem o termo de adesão ativo. Na Região Metropolitana, a cidade compartilha este status com vizinhos como Belo Horizonte, Contagem, Betim e Santa Luzia, o que reforça a integração das guardas da Grande BH sob o mesmo padrão de exigência técnica.

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) publicou a Resolução nº 712, que estabelece critérios mais rigorosos para a custódia e o monitoramento em unidades prisionais de segurança máxima no estado. Alinhada ao Pacote Anticrime federal, a norma foca no isolamento de lideranças de organizações criminosas e no controle absoluto da rotina carcerária.

Confira os pontos centrais da nova regulamentação:

1. Custódia Estratégica e Segurança Máxima
Detentos identificados como integrantes de facções criminosas, de altíssima periculosidade ou que estejam sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) deverão, obrigatoriamente, ser transferidos para unidades de nível IV e V. O objetivo é desarticular comandos internos e isolar indivíduos que ofereçam risco à ordem pública.

2. Assistência Material Exclusiva pelo Estado
Uma das mudanças mais impactantes é a proibição total do recebimento de gêneros (alimentação, vestuário ou itens de higiene) enviados por familiares.

Responsabilidade Pública: Toda a alimentação e itens básicos serão fornecidos exclusivamente pela unidade prisional, via empresas contratadas.

Fim do "Jumbo": A medida visa impedir a entrada de materiais ilícitos camuflados em mantimentos enviados de fora.

3. Vigilância e Monitoramento Audiovisual
O controle será intensificado por meio de tecnologia:

Ambientes: Áreas comuns e parlatórios terão monitoramento audiovisual ininterrupto.

Comunicações: Todas as correspondências escritas passarão por análise.

Interno: Unidades de nível IV e V contarão com monitoração eletrônica dos pátios e corredores.

4. Novas Regras para Visitas e Advogados
O contato externo sofreu restrições severas para garantir a segurança:

Visitas Virtuais: Terão prioridade presos que não receberam visitas presenciais no mês anterior.

Relação entre Detentos: Encontros entre presos só ocorrem em caso de parentesco de primeiro grau, sob rigorosa autorização.
Atendimento Jurídico: Advogados ficam impedidos de portar dispositivos eletrônicos ou materiais no parlatório. Além disso, anotações não podem ser exibidas diretamente ao detento, visando coibir a troca de mensagens codificadas.

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A violência voltou a assustar os moradores de Ribeirão das Neves na tarde desta terça-feira (25). Um homem, identificado como Waguinho Japão, foi assassinado a tiros no bairro San Marino. O crime ocorreu sob circunstâncias que apontam para uma execução planejada, aproveitando um momento de transição no cumprimento da pena da vítima.

De acordo com informações preliminares obtidas junto a fontes ligadas ao sistema prisional e forças de segurança, a vítima estava em seu primeiro dia no regime semiaberto.

O ataque aconteceu no momento em que Waguinho Japão retornava para a unidade prisional (Parceria Público-Privada - PPP), após o período de trabalho ou saída externa permitida pelo novo regime. Ao passar pelo bairro San Marino, ele foi surpreendido por atiradores que efetuaram diversos disparos.

A vítima não teve chance de defesa e chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital São Judas Tadeu.

O fato de o crime ter ocorrido exatamente na estreia do benefício do regime semiaberto é um dos principais eixos da investigação. Fontes do setor prisional indicam que o trajeto de retorno à unidade é um ponto de vulnerabilidade conhecido, muitas vezes monitorado por grupos rivais ou desafetos.

Waguinho Japão era uma figura conhecida no sistema com diversas passagens por homicídio, assalto a mão armada, entre outras.

Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso. A Delegacia de Homicídios de Ribeirão das Neves ficará responsável pelo inquérito para apurar a autoria e a motivação exata do assassinato.

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Uma operação de "pente-fino" realizada nesta terça-feira (24/3) no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na apreensão de drogas, celulares e outros materiais proibidos. A ação mobilizou 240 policiais penais e contou com o apoio de equipes especializadas, cães farejadores e drones.
Durante a vistoria, foram recolhidos 93 micropontos de drogas sintéticas (conhecidas como "K"), além de porções análogas à cocaína, maconha e K4, que ainda passarão por perícia. Também foram apreendidos sete celulares, carregadores, fones de ouvido, um smartwatch e outros itens de comunicação.

Balanço dos itens apreendidos:

93 micropontos de droga sintética;
35 porções de substância análoga à cocaína;
99 porções de substância análoga ao fumo;
41 porções de substância análoga à maconha;
7 aparelhos celulares e 1 chip;
6 carregadores de celular e 1 de relógio;
1 smartwatch e fones de ouvido.

A operação foi acompanhada pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), que reforçou a diretriz de endurecimento no controle do sistema carcerário. “Nosso comportamento com a população carcerária será de absoluto rigor”, ressaltou em coletiva de imprensa.
Segundo Simões, as medidas em andamento incluem a instalação de bloqueadores de sinal de celular em unidades de segurança máxima e o reforço nas investigações sobre a entrada de ilícitos, incluindo a fiscalização de visitantes e advogados. “Cadeia não é lugar de droga nem de telefone. Vamos investigar de forma atenta a entrada dessas substâncias.
Tenho plena confiança nos nossos agentes para ter certeza de que não é por meio da polícia que esse material entra”, completou.
A vistoria também evidenciou falhas na infraestrutura da unidade. A muralha e as guaritas apresentam condições inadequadas, com relatos de insalubridade que comprometem a segurança e a saúde dos policiais penais.
“As guaritas são insalubres para a permanência de um agente. Não oferecem segurança física e apresentam problemas como mofo, o que gera riscos respiratórios”, afirmou o vice-governador. A previsão é que as obras de reconstrução e reforço estrutural comecem nas próximas semanas, com conclusão estimada para o período de seca.

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Familiares e fontes internas denunciam uma situação crítica de saúde pública no Presídio Antônio Dutra Ladeira, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Relatos apontam um surto de tuberculose entre os detentos, com a confirmação de ao menos uma morte causada pela doença nas últimas semanas.

Risco iminente de contágio

A tuberculose, doença transmitida pelo ar, encontra em ambientes superlotados e com baixa ventilação o cenário ideal para sua propagação. De acordo com as denúncias, o medo impera entre a população carcerária, uma vez que o isolamento dos infectados e o tratamento médico não estariam sendo realizados de forma adequada ou célere o suficiente para conter o avanço do bacilo.
"A preocupação é muito grande porque a tuberculose é uma doença contagiosa e, dentro de um ambiente fechado como um presídio, o risco de contaminação é ainda maior", afirma um dos relatos recebidos pela reportagem.

Falta de assistência médica

A principal reivindicação é por uma intervenção urgente das autoridades de saúde e do sistema prisional. Além do óbito já registrado, há suspeitas de que outros detentos apresentem sintomas graves sem o devido acompanhamento clínico. A ausência de providências imediatas coloca em risco não apenas a vida dos custodiados, mas também dos agentes penitenciários e demais funcionários que circulam na unidade.

O que dizem as autoridades

Com relação à informação de "surto de Tuberculose no Presídio Antônio Dutra Ladeira", não procede de acordo com a Sejusp.

Ressaltamos que a unidade prisional citada possui, atualmente, oito casos positivos em tratamento. Não há a classificação da situação pelas autoridades como 'surto'.

Sobre o óbito citado na demanda, informamos que custodiado não tinha diagnóstico de Tuberculose, nem apresentava sintomas da doença, constando em sua certidão de óbito a informação de morte por causas naturais.

Em conformidade com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Indivíduos Privados de Liberdade no Sistema Prisional - PNAISP, regulamentada por meio da Portaria Interministerial nº 1/2014, a qual prevê a assistência à saúde no âmbito da Atenção Primária, tem sido implementado nas unidades prisionais a aplicação dos protocolos de controle da Tuberculose, conforme Manual de Recomendações para Controle de Tuberculose no Brasil, em parceria com os municípios, bem como a divulgação da Nota Informativa da Secretaria de Saúde (SES/SUBVS-SVE-DVANT-CPECT 877/2020), e orientações acerca de transferência de privados de liberdade em tratamento para Tuberculose, visando diminuir a incidência de abandono do tratamento.

Por fim, a unidade prisional conta em seu quadro equipe multidisciplinar de servidores de saúde, com profissional médico, enfermeiras e técnicas de enfermagem aptas a prestar atendimento primário aos presos que, em caso de urgência ou emergência, são encaminhados conforme fluxo de atendimento pré-estabelecido pela rede pública de saúde do município de Ribeirão das Neves.

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