Endereços localizados em Ribeirão das Neves foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a Operação Último Disparo, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A ofensiva visa desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas de fogo com forte atuação na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A investigação aponta que a organização criminosa utilizava a infraestrutura local para a circulação e armazenamento do material ilícito. Além de Ribeirão das Neves, as buscas se estenderam aos bairros Parque São João e Água Branca, em Contagem, e ao bairro Duque de Caxias, em Betim. A ação resultou na prisão em flagrante de duas pessoas.
Durante as incursões, as equipes policiais apreenderam um arsenal composto por armas curtas e longas, farta quantidade de munições, coldres e peças usadas na fabricação artesanal de armamentos, além de ferramentas especializadas.
Radiocomunicador e monitoramento
Entre os materiais recolhidos, chamou a atenção dos investigadores a apreensão de um radiocomunicador. De acordo com a Polícia Civil, o equipamento era peça-chave na logística do grupo, sendo utilizado de forma estratégica para alertar os suspeitos sobre a presença de viaturas e forças de segurança, facilitando a fuga rápida durante as abordagens.
As investigações começaram a se aprofundar após um dos principais investigados ser detido consecutivamente pelo mesmo crime em Contagem e Betim, evidenciando a reincidência e a capilaridade da quadrilha na Grande BH.
A operação contou com o apoio de unidades de elite, incluindo a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Coordenação Aerotática (CAT) — com o uso de helicóptero e drones para monitoramento aéreo — e a Coordenação de Operações com Cães (COC).

