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Polícia

Familiares e amigos de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, realizaram uma manifestação em Ribeirão das Neves, em protesto contra a morte da jovem e em cobrança por justiça. O caso aconteceu no bairro Xangri-Lá, no início de setembro, e é investigado como feminicídio.

Ana Beatryz foi encontrada morta na residência do ex-companheiro, Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, após ter ido ao local para buscar a filha do casal, de um ano. Segundo informações divulgadas à época, a perícia identificou ferimentos na cabeça compatíveis com agressões provocadas por socos e chutes.

Durante o protesto, os participantes levaram cartazes e balões brancos, além de pedir justiça pela morte da jovem. A manifestação ocorreu diante da residência de familiares do suspeito e reuniu pessoas próximas à vítima.

O suspeito chegou a ser procurado pela polícia e, posteriormente, se entregou às autoridades. Ele foi preso e permanece sob investigação pelo crime.

A morte de Ana Beatryz também gerou mobilização em torno da filha do casal. Após a morte da mãe, a criança ficou inicialmente sob os cuidados da família paterna. Em 12 de setembro, uma decisão judicial determinou que a menina fosse entregue aos familiares maternos.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais.

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Polícia

Segundo boletim de ocorrência, os militares chegaram a mandar que ele soltasse o armamento pesado, o que não foi obedecido

Um homem, de 42 anos, morreu após ser baleado por militares durante uma ocorrência em Ribeirão das Neves, nesta segunda-feira (21).

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito estava armado com um fuzil 556. Na ocasião, a corporação havia recebido a informação de que tiros tinham sido disparados em uma rua no bairro Landi 2ª seção.

Ainda segundo os militares, eles chegaram a mandar que o homem soltasse o armamento pesado, o que não foi obedecido. Na sequência, os policiais, atiraram três vezes, sendo que dois tiros acertaram o suspeito.

O homem foi socorrido para a UPA Justinópolis, mas acabou não resistindo aos ferimentos. O corpo do suspeito foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

A Polícia Militar informou que o homem tinha várias passagens, incluindo por ameaça, sequestro, cárcere privado, disparo de arma de fogo, violência contra mulher e agressão.

A perícia da polícia civil foi acionada para o local, e a corregedoria da polícia militar acompanhou o desdobramento da ocorrência.

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A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa de Paola Stefany, acusada de matar um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital, para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão foi proferida na sexta-feira (18) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Paola responde pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte e está presa preventivamente desde 2 de julho. Segundo as informações do processo, ela foi localizada em um hotel enquanto tentava deixar Minas Gerais com o filho em direção ao Espírito Santo.

No pedido, os advogados afirmaram que a acusada possui ludopatia e transtorno afetivo bipolar em episódio maníaco com sintomas psicóticos. A defesa também alegou que ela apresentaria risco elevado de suicídio e que a unidade prisional não seria adequada para o tratamento necessário.

Os diagnósticos foram apresentados por meio de um parecer psiquiátrico-forense e de uma avaliação psicológica particulares. A defesa também relatou que Paola teria sido agredida fisicamente por outras detentas dentro da cela.

Ao analisar o pedido, o magistrado afirmou que a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias exige comprovação inequívoca de que a pessoa presa esteja “extremamente debilitada por motivo de doença grave”. Segundo ele, também é necessário demonstrar que o sistema prisional não dispõe de condições para oferecer o tratamento adequado.

Na decisão, o juiz destacou ainda a existência de uma avaliação realizada no âmbito do Incidente de Insanidade Mental, conduzida por peritos do Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o laudo citado pelo magistrado, Paola apresentava, na época do crime, capacidade para compreender o caráter de seus atos. Os peritos também teriam apontado que determinados comportamentos apresentados pela acusada durante o exame foram considerados “teatralizados” e afastaram a hipótese de sintomas psicóticos genuínos.

O juiz considerou que os documentos apresentados pela defesa, produzidos por profissionais particulares contratados pela acusada, não eram suficientes para justificar a substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar.

Com a decisão, Paola Stefany permanece presa preventivamente enquanto responde ao processo pelo crime de latrocínio.

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O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino concluiu que a diarista não sofreu delírios, alucinações ou alterações graves de humor quando matou um casal de idosos em Belo Horizonte. A perícia, finalizada nesta quinta-feira (17), teve seus documentos obtidos pela Rádio Itatiaia, embora o processo corra sob sigilo judicial.

O crime ocorreu em 29 de junho de 2024, no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital. Paola confessou a autoria do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

A ré passou pelos exames na última segunda-feira (14), após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acolher o pedido de instauração do incidente de insanidade mental. Durante a entrevista, Paola alegou ter ouvido vozes e visto vultos que a teriam induzido a cometer o duplo homicídio e a fugir em seguida.

Conclusão da perícia médica

Os peritos afirmaram que, à época dos fatos, Paola tinha plena capacidade de compreender o caráter criminoso de suas ações. O laudo registrou apenas que ela apresentava quadro de uso nocivo de medicamentos, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade.

"Não foram identificados elementos clínicos que preencham critérios diagnósticos operacionais para transtornos psicóticos (esquizofrenia, transtorno delirante ou transtorno esquizoafetivo) ou mesmo transtorno do humor com sintomas psicóticos", apontaram os médicos.

A equipe responsável pela avaliação destacou ainda que a ré se comportou "de forma teatralizada e inconsistente no relato de sua patologia". Segundo os especialistas, durante as duas horas de entrevista, o estado mental da ré demonstrou "completa organização psíquica, com coerência lógica das ideias e ausência de qualquer alteração sensoperceptiva verdadeira".

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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa nesta segunda-feira (14) por uma perícia psiquiátrica para avaliar sua condição mental na época do crime. Entre os elementos considerados pela Justiça está o histórico de atendimento da acusada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves.


O exame faz parte do incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça de Minas Gerais. A avaliação busca determinar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se autodeterminar no momento do crime. A perícia foi determinada após o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, apontar a existência de dúvida sobre a saúde mental da acusada.
Segundo a decisão, familiares relataram um histórico de instabilidade emocional e a mulher já havia recebido atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no CAPS de Ribeirão das Neves. Documentos anexados ao processo também apontam que ela fazia uso contínuo de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.

A defesa havia solicitado a realização do exame. O pedido foi acolhido pela Justiça em agosto. Com a instauração do incidente, o processo principal fica suspenso até a conclusão da avaliação, sem impedir a realização de diligências que possam ser prejudicadas pela espera.

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Vítima, de 21 anos, foi assassinada na última segunda-feira (7) no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves; suspeito, de 24 anos, foi preso na sexta-feira (11)

Foi concedida à família materna, neste sábado (12/9), a guarda provisória da filha de 1 ano de Ana Beatriz Gomes dos Santos, espancada até a morte pelo ex-companheiro em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde o crime, ocorrido na última segunda-feira (7), a criança estava com a família do suspeito de feminicídio, de 24 anos, que foi preso na tarde da última sexta-feira (11).
A informação foi confirmada a O TEMPO pelo advogado da família, Fabiano Lopes. Imagens obtidas pela reportagem mostram o momento em que a criança é recebida pelos parentes de Ana, chegando acompanhada de um oficial de Justiça.
Fabiano Lopes, advogado contratado pela família da vítima, conta que uma ação de busca e apreensão e guarda provisória da criança foi ajuizada na sexta-feira pela manhã. "Despachamos com o juiz da Família de Contagem e conseguimos que fosse realizada a busca e apreensão e, graças a Deus, a criança está com a família da Ana Beatriz, a guarda provisória vai ficar com eles", comemorou.
O advogado afirmou ainda que, agora, a família seguirá persistindo na Justiça para que a guarda fique de forma definitiva com os parentes da vítima de feminicídio. "Eles já perderam a filha, mais do que justo que a criança, que é uma extensão da filha deles, fique com a família. Agora, vamos vamos continuar a auxiliar a Polícia Civil e a família para que o Marco Antônio vá ao júri e que ele tenha uma pena condizente com o tamanho da violência que ele cometeu", concluiu Lopes.
Até dois dias após o feminicídio, os parentes da vítima ainda não sabiam o paradeiro da criança. A guarda da filha seria um dos motivos para a briga que terminou com o suspeito espancando a mulher.


Procurado, o advogado do homem, Bruno Correa Lemos, informou por nota que, assim que a família do suspeito tomou conhecimento da medida liminar, proferida pela Vara das Famílias, a entrega da criança foi providenciada "de imediato", "sem qualquer tipo de resistência".
Ainda segundo o advogado, na próxima semana, a defesa providenciará a "devida habilitação nos autos", passando a acompanhar formalmente o feito e a adotar as medidas cabíveis.
"Importante destacar que a família do autor participará ativamente do processo de guarda, sempre pautando sua atuação pelo melhor interesse da criança e pela preservação de seu bem-estar, ao mesmo tempo em que serão asseguradas todas as garantias legais inerentes aos núcleos familiares e, sobretudo, à própria criança", concluiu Lemos.

Relembre o crime

De acordo com o registro da ocorrência, o primo do suspeito, que reside na casa ao lado, contou que estava preparando o jantar para os avós quando ouviu uma discussão entre o casal. O familiar contou que as brigas eram frequentes, devido à dificuldade de ambos em seguir com a vida após o fim do relacionamento e, também, diante da disputa pela guarda da filha do casal, de apenas um ano. Por isso, ao ouvir a discussão, ele não teria ido até a casa do primo.
Entretanto, alguns minutos depois, ao perceber que a briga teria acabado e um silêncio tomou conta do local, ele foi até a residência e encontrou a vítima caída. O suspeito já havia fugido do local. O homem, então, acionou o Samu e a Polícia Militar (PMMG).
Os médicos do Samu confirmaram o óbito da vítima, que apresentava sinais de espancamento. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a causa da morte teria sido uma série de lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. Não foram encontrados no local objetos que poderiam ter sido usados no crime.

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Um homem de 35 anos ficou ferido após ser atingido por um disparo nas costas dentro de um ônibus que levava custodiados da Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves. O caso ocorreu no fim da tarde do último sábado (12), na altura do bairro Bernardo Monteiro, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar após a entrada da vítima em uma unidade de saúde local. Em depoimento aos agentes, o homem explicou que atua em uma obra no centro de Contagem por meio de um programa de ressocialização pelo trabalho externo. Segundo o relato, o tiro teria sido disparado de forma acidental por outro detento instalado no assento traseiro durante o trajeto de recolhimento dos trabalhadores.
O condutor do coletivo relatou que ouviu o estrondo por volta das 16h, momentos depois de parar na Rua Reginaldo de Souza Lima para o embarque de parte do grupo. Diante da emergência, o motorista desviou a rota para socorrer a vítima, que deu entrada no Hospital Municipal de Contagem. O detento permanece sob supervisão e escolta de agentes da Polícia Penal.

Contradições e versão de "acordo interno"

As apurações sobre a autoria do disparo revelaram inconsistências. Um jovem de 28 anos assumiu ser o responsável pelo tiro e alegou ter descartado a arma de fogo pela janela durante o trajeto. No entanto, ele sustentou que assumiu a culpa apenas por conta de um "código de conduta" entre os próprios presos, que impõe ao detento mais jovem a obrigação de responder por eventuais ilícitos do grupo. Em contrapartida, uma denúncia anônima indicou outro suspeito como o verdadeiro atirador; este negou qualquer participação, mas teve seu telefone celular apreendido pela investigação.

Apreensão de ilícitos no veículo

Durante a vistoria efetuada no ônibus com o apoio de cães farejadores, os policiais militares encontraram:

Porções de maconha

Pinos de cocaína

Valores em dinheiro

Uma faca

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) declarou que a direção do presídio adotou as medidas operacionais e administrativas cabíveis logo após a constatação do incide no retorno do trabalho externo. A massa institucional informou que o atingido foi socorrido prontamente e que o autor do disparo acabou conduzido à Delegacia de Plantão da Polícia Civil para o registro da ocorrência.

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Um corpo ainda não identificado foi localizado no Córrego Carrancas, manancial que corta a divisa entre os municípios de Ribeirão das Neves e Vespasiano, na manhã desta quinta-feira (10). A vítima, do sexo masculino, foi avistada por moradores do bairro Suely enquanto atravessavam uma ponte na região por volta das 6h.

A ocorrência mobilizou equipes de resgate e forças de segurança que atuam no limite entre as duas cidades. O Corpo de Bombeiros realizou a retirada do cadáver, que estava preso à vegetação na margem do curso d'água, e a área foi isolada para o trabalho da perícia técnica.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia para determinar a causa da morte e a identificação oficial. O caso será apurado pela Polícia Civil para esclarecer se o crime ocorreu no local ou se a vítima foi carregada pela correnteza ao longo do trecho metropolitano do córrego.

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Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, apontado como o principal suspeito da morte de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, apresentou-se à Polícia Civil. O crime ocorreu na última segunda-feira (7), no bairro Xangri-Lá, em Ribeirão das Neves, e gerou comoção e protestos na região.
De acordo com as investigações preliminares, a jovem foi até a residência do ex-companheiro para buscar a filha do casal, uma bebê de um ano. Testemunhas relataram que Ana Beatryz entrou no imóvel e não retornou. O corpo da vítima foi localizado com sinais de agressão física graves.
O caso provocou indignação entre moradores do bairro Xangri-Lá e familiares da vítima, que realizaram manifestações cobrando celeridade na apuração e a localização da criança. A guarda da bebê e o andamento do inquérito seguem sob acompanhamento da Polícia Civil de Minas Gerais e dos órgãos de proteção da comarca de Ribeirão das Neves.
A defesa do investigado e os familiares da vítima acompanham os procedimentos da Polícia Judiciária.

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