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Decreto Municipal determina o fim da cobrança de débitos de 2019 e anos anteriores; pedido deve ser feito via processo administrativo dentro do período do REFIS 2025.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, publicou recentemente o Decreto Nº 155/2025, que autoriza o cancelamento de créditos tributários de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referentes a exercícios de 2019 e anteriores que estejam legalmente prescritos. A medida, assinada pelo Prefeito Túlio Martins Raposo e pelo Secretário Municipal de Fazenda, Vitor Eustáquio Moreira Pereira, visa sanear a dívida ativa municipal, retirando débitos que a legislação já impede a cobrança judicial.
A determinação baseia-se no artigo 422, inciso I, da Lei Complementar n° 142/2013, o Código Tributário Municipal (CTM), que trata da extinção do crédito tributário pela prescrição.

Como funciona o cancelamento

É crucial que o contribuinte de Ribeirão das Neves atente-se ao procedimento: o cancelamento não é automático.
Para ter o débito de IPTU de 2019 ou anos anteriores cancelado, o cidadão deve requerer a prescrição via processo administrativo junto à Secretaria Municipal de Fazenda.
Conforme o parágrafo 1º do Art. 1º do Decreto, serão válidos apenas os procedimentos administrativos protocolados no período de vigência do REFIS 2025, programa instituído pela Lei n° 4.559, de 06 de junho de 2025. A prefeitura realizará o cancelamento após analisar as hipóteses de suspensão e interrupção de prescrição da cobrança, conforme previsto nas leis tributárias municipal e nacional.

Ressalvas da Fazenda Pública

Apesar da medida de cancelamento, o Artigo 3º do Decreto estabelece uma importante ressalva: fica reservado o direito da Fazenda Pública Municipal de inscrever em dívida ativa e cobrar quaisquer débitos que vierem a ser apurados como indevidamente prescritos.
O Decreto Nº 155/2025 entrou em vigor na data de sua publicação, no dia 30 de outubro de 2025. A matéria completa foi veiculada no Diário Oficial dos Municípios Mineiros na edição de 17 de novembro de 2025.

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Um levantamento da OLX revelou que os mineiros sofreram um prejuízo de cerca de R$ 2,1 milhões em golpes digitais envolvendo a compra e venda de celulares entre janeiro e junho deste ano. O montante coloca Minas Gerais como o terceiro estado com a maior perda financeira no país por este tipo de fraude, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
O estudo analisou dados de plataformas online no primeiro semestre de 2024 e 2025, em um universo de 20 milhões de contas. Em Minas, a capital Belo Horizonte concentrou 40% das ocorrências, seguida por Contagem, Uberlândia, Varginha e Ribeirão das Neves.

Apesar do valor elevado, a pesquisa aponta uma redução significativa no prejuízo no estado: uma queda de 61% em relação ao ano anterior. Segundo Camila Braga, gerente de produto da OLX, essa diminuição reflete o avanço dos mecanismos de segurança das plataformas e um comportamento mais cauteloso dos usuários.
As modalidades de fraude mais frequentes foram o falso pagamento e a invasão de conta, ambas representando 44% dos casos. Os anúncios falsos corresponderam a 10% das ocorrências.

Modalidade de Fraude/ Percentual dos Casos/ Descrição
Falso Pagamento,44%
O golpista envia um comprovante fraudulento para convencer o vendedor a liberar o produto antes da confirmação bancária.
Invasão de Conta
44%,"Criminosos usam credenciais vazadas para assumir perfis em plataformas, aplicando golpes como compradores ou vendedores."
Anúncio Falso
10%,Ofertas com preços muito abaixo do mercado são publicadas para induzir pagamentos antecipados.

O iPhone é o aparelho mais visado pelos golpistas em Minas Gerais, presente em 81% dos casos registrados. Os modelos da Samsung e da Xiaomi vêm na sequência, respondendo por 15% e 2% das ocorrências, respectivamente.
Para mitigar os riscos, a OLX reforça a importância de práticas de segurança:

- Vendedores: Entregar o produto somente após a confirmação efetiva do depósito bancário e manter a negociação dentro dos canais oficiais da plataforma.
- Compradores: Verificar a autenticidade de sites e e-mails e pesquisar a reputação de lojas desconhecidas.
- Todos os usuários: Utilizar senhas fortes e ativar a verificação em duas etapas.

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O Governo de Minas Gerais concluiu a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (Sei!MG) em dez prefeituras, consolidando a digitalização da administração pública estadual.
O município de Ribeirão das Neves é um dos destaques no avanço do projeto, integrando a lista de cidades que já utilizam a plataforma de gestão eletrônica.

O Sei!MG, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) em parceria com a Prodemge, substitui o tradicional trâmite de documentos e processos em papel por um formato totalmente digital. A medida visa promover agilidade, economia de recursos e maior sustentabilidade nas rotinas administrativas da prefeitura de Ribeirão das Neves e demais municípios.
O sistema está atualmente em pleno funcionamento em dez prefeituras mineiras, incluindo Ribeirão das Neves.
Juntas, essas cidades já contabilizam mais de seis mil usuários internos, 30 mil processos e 130 mil documentos eletrônicos na plataforma, evidenciando o impacto positivo na eficiência da gestão.
A secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten, ressaltou que o Sei!MG Municípios é crucial para garantir serviços mais rápidos, com menos burocracia e mais produtividade para a população.
A iniciativa de digitalização integra a Estratégia Estadual de Governo Digital 2024-2026 e segue em expansão.

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Prefeito, deputado e secretários estiveram no parque fabril da empresa e ressaltaram sua importância para a economia e geração de empregos no município


O prefeito de Ribeirão das Neves, Túlio Raposo, o deputado estadual Vitorio Júnior e o secretário-executivo da Casa Civil de Minas Gerais, Junynho Martins, visitaram nesta sexta-feira (24) a sede da Hypofarma, uma das principais indústrias farmacêuticas de Minas Gerais. Também participaram da visita o vice-prefeito Vanderlei Delei e a secretária municipal de Saúde, Marla Guimarães.

A comitiva foi recebida pelas sócias da empresa Giana Marcellini e Gina Marcellini e pelo CEO Jaeder Morais. Os representantes do poder público conheceram as instalações da companhia, visitaram o parque fabril e conversaram com colaboradores sobre as novas etapas de expansão da empresa.

Fundada em 1948, a Hypofarma é especializada na produção de medicamentos injetáveis e consolidou sua sede industrial em Ribeirão das Neves, onde mantém um parque de aproximadamente 17 mil metros quadrados. A companhia também conta com uma unidade fabril em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, inaugurada em 2023 como parte do plano de ampliação da capacidade produtiva.

Durante a visita, o prefeito Túlio Raposo destacou a importância da empresa para a economia e o emprego no município. “A Hypofarma é um orgulho para Ribeirão das Neves. Ela gera desenvolvimento, oportunidades e leva o nome da nossa cidade para todo o Brasil. É uma parceira estratégica no fortalecimento da nossa indústria e na geração de empregos de qualidade”, afirmou o prefeito.

A sócia Giana Marcellini ressaltou a trajetória da empresa e o vínculo histórico com o município. “Em todos esses anos, Ribeirão das Neves cresceu junto com a Hypofarma. Temos orgulho da história que construímos aqui ao longo de todas essas décadas e seguimos comprometidos em contribuir para o futuro da cidade, com inovação, tecnologia e responsabilidade social”, afirmou.

Com mais de sete décadas de atuação, a Hypofarma é referência nacional no segmento hospitalar e figura entre as maiores produtoras de medicamentos injetáveis do país. A empresa planeja investir em centro de pesquisa P&D e na modernização de suas linhas de produção e controle de qualidade, consolidando Ribeirão das Neves como um polo estratégico da indústria farmacêutica mineira.

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Trabalhadores denunciam falta de pagamento de direitos trabalhistas
O Grupo Pacaluz, com atuação em Ribeirão das Neves, demitiu cerca de 50 funcionários neste mês e entrou com pedido de recuperação judicial. Os desligamentos causaram revolta entre os trabalhadores, que denunciam o não recebimento de verbas rescisórias, como FGTS, aviso prévio e multa de 40%.
Segundo relatos, a empresa comunicou as demissões sem apresentar garantias quanto ao cumprimento dos direitos trabalhistas. Alguns ex-funcionários afirmam que não houve sequer prazo para regularização das pendências.
A equipe de reportagem tentou contato com o Grupo Pacaluz para obter um posicionamento, mas até o momento da publicação não houve retorno.
A recuperação judicial é um instrumento legal utilizado por empresas em crise financeira para evitar a falência, permitindo a reestruturação de dívidas e negociações com credores — o que pode impactar diretamente os pagamentos trabalhistas.
Funcionários afetados afirmam que buscarão apoio jurídico para garantir seus direitos. Tentamos contato com a empresa, mas ela não respondeu nossas mensagens.

Veja a nota oficial da empresa: 

"A Pacaluz está comprometida em cumprir rigorosamente a legislação brasileira, incluindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Prezando pela transparência, disponibilizamos o whatsapp do RH para esclarecer as dúvidas dos nossos colaboradores e ex-colaboradores.

Em relação ao processo de recuperação judicial, estamos utilizando um instrumento legal adequado para reestruturar nossas finanças e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo."

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