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Cidade

A primeira das 24 novas composições do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte já está em solo mineiro. Produzido na China, o trem encontra-se em Juiz de Fora para trâmites alfandegários e, em breve, seguirá para a capital para o início dos testes operacionais.

A renovação da frota é fruto de um investimento de aproximadamente R$ 700 milhões realizado pela concessionária Metrô BH, com apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). A compra foi antecipada em dois anos em relação ao contrato original, visando acelerar a eficiência das Linhas 1 e 2.

Cronograma de operação na Grande BH
A expectativa é que o sistema receba um reforço gradual ao longo de 2026:

Até julho: 4 novos trens em operação.

Até dezembro: Mais 6 composições integradas à frota.

Total: 10 novos trens atendendo a população ainda este ano, após a conclusão das fases de montagem e certificação de segurança.

O que muda para o passageiro da RMBH?
Os novos veículos, fabricados pela gigante mundial CRRC, trazem tecnologias inéditas para o sistema metropolitano, focadas em conforto e sustentabilidade:

Gestão de Fluxo: Um sistema de contagem informa, em tempo real, a ocupação de cada vagão, ajudando o passageiro a escolher o carro menos lotado na plataforma.

Conforto Térmico e Digital: Ar-condicionado de última geração, Wi-Fi gratuito e assentos com design ergonômico e maior espaço interno.

Segurança e Informação: Câmeras de monitoramento (CFTV), comunicação direta com o condutor e painéis de LED dinâmicos com informações sobre as estações.

Eficiência Operacional: O sistema de frenagem recupera energia para o próprio trem, enquanto a automação (ATO) garante viagens mais suaves, sem solavancos, e maior precisão no fechamento das portas.

A fabricação das unidades foi acompanhada de perto pelo Governo de Minas durante missões oficiais à Ásia em 2025. Com a chegada desta primeira unidade, o Estado inicia a substituição gradual de modelos antigos, consolidando uma nova era para o transporte público que interliga Belo Horizonte e as cidades vizinhas.

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O empreendedorismo em Minas Gerais registrou um fôlego renovado em 2025, superando a marca de 532 mil novos negócios. Embora o estado enfrente um desafio crescente com a alta de 29% no fechamento de empresas, Ribeirão das Neves consolidou-se como um dos polos de maior dinamismo econômico na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o levantamento do Sebrae Minas, baseado em dados da Receita Federal, o município nevense apresentou um avanço expressivo de 17,23% na abertura de novos CNPJs em comparação ao ano anterior. O desempenho coloca a cidade em evidência ao lado de grandes centros como Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem.

O crescimento em Minas foi impulsionado majoritariamente por micro e pequenos negócios, com o setor de Serviços liderando o saldo positivo estadual (146 mil empresas). Outras atividades que impulsionaram a economia mineira e impactaram cidades da Grande BH incluem:

Promoção de Vendas: Liderou as formalizações no estado com 25 mil novas empresas.

Transporte Rodoviário de Carga: Registrou 19,4 mil aberturas.

Mercado da Beleza: Cabeleireiros e manicures somaram 18 mil novos negócios.

Comércio de Vestuário: Obteve 17,6 mil novos registros, embora também lidere o ranking de encerramentos.

Apesar do otimismo com as novas formalizações, o cenário exige cautela. O saldo geral de empresas no estado cresceu apenas 5%, devido ao aumento no volume de encerramentos. Atividades como o comércio varejista de moda e o setor de alimentação (lanchonetes e similares) foram os que mais sofreram com fechamentos em 2025.

Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, avalia que o momento é de "acomodação seletiva". Segundo ele, os avanços regulatórios, como a Lei de Liberdade Econômica, têm facilitado a entrada de novos players, mas a sobrevivência depende da adaptação às atuais condições de mercado.

O destaque de Ribeirão das Neves, com crescimento acima da média de muitos municípios vizinhos, reflete um ambiente favorável para a formalização e a diversificação da economia local. O avanço de 17,23% demonstra que o empreendedor nevense tem buscado alternativas de renda e investimento, mesmo diante de um cenário econômico mais restritivo.

 

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Uma família de Ribeirão das Neves foi vítima de um grave acidente na manhã da última segunda-feira (19), no KM 790 da BR-101, em Itamaraju, Bahia. O casal Leandro Cruz de Lima, de 43 anos, e Ana Paula da Silva Leite Lima, de 41, não resistiu à colisão frontal entre o carro de passeio em que estavam e uma caminhonete.

A família retornava de Porto Seguro (BA) com destino a Ribeirão das Neves, onde residia. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF):

Horário: O acidente ocorreu por volta das 11h40.

Causa: O condutor, Leandro Cruz, teria tentado realizar uma ultrapassagem quando colidiu frontalmente com o veículo que vinha no sentido oposto.

O filho do casal, um adolescente de 14 anos, estava no veículo e sofreu ferimentos leves. Outras três pessoas que ocupavam a caminhonete também tiveram lesões leves.
O adolescente foi encaminhado para atendimento médico e, apesar do impacto emocional devastador de perder os pais, seu estado físico é considerado estável. Não há informações confirmadas até o momento sobre o translado dos corpos para Minas Gerais ou detalhes sobre o velório em nossa cidade.

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O ano de 2026 começou com um balde de água fria para os moradores de Ribeirão das Neves que dependem do transporte público para trabalhar ou estudar. Desde o dia 1º de janeiro, a passagem das linhas intermunicipais sofreu um novo reajuste, atingindo a marca de R$ 7,50. O valor consolida o município no topo do ranking das tarifas mais caras do Brasil, gerando indignação e pesando no bolso da classe trabalhadora.

Para um trabalhador que recebe um salário mínimo e precisa realizar o deslocamento diário (ida e volta), o custo mensal com transporte ultrapassa os R$ 330,00 (considerando 22 dias úteis). Isso representa cerca de 20% a 25% da renda bruta, sem contar os gastos extras com alimentação e moradia.

A equipe de reportagem buscou contato com a Prefeitura de Ribeirão das Neves para questionar se houve algum estudo de impacto social antes do reajuste, mas não obtivemos respostas.

Com o valor de R$ 7,50, Ribeirão das Neves supera capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, que possuem redes de transporte mais integradas e modais variados (metrô e trens). A precariedade das frotas e o tempo médio de viagem — que pode chegar a duas horas nos horários de pico — tornam o custo-benefício da tarifa um dos piores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Em Belo Horizonte, por exemplo, a passagem é R$ 5,25, em São Paulo, R$ 4,40 e no Rio de Janeiro, R$ 4,30.

As concessionárias de transporte alegam que o aumento é necessário para cobrir a alta do diesel, a inflação acumulada e os custos de manutenção da frota. No entanto, para os moradores de Neves, a justificativa não se traduz em melhoria na prestação do serviço.

Enquanto o poder público silencia e os preços sobem, a população de Ribeirão das Neves segue encurralada entre a necessidade de locomoção e a impossibilidade financeira de arcar com o direito básico de ir e vir.

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