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Cidade

O cronograma do Rodoanel da Grande Belo Horizonte foi o tema central de uma reunião técnica na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), nesta quarta-feira (11/03). Segundo o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, a expectativa é que as intervenções comecem já na segunda metade deste ano, dependendo apenas do desfecho de um processo conciliatório judicial.

Conciliação e Licenciamento
Atualmente, o principal entrave não é mais político — superadas as divergências com a prefeitura de Contagem —, mas jurídico. A Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais questiona o impacto do traçado em seis territórios.

“Uma nova audiência está prevista para o fim de março. Esperamos chegar a um entendimento; caso contrário, aguardaremos a decisão judicial para obter as licenças prévias e de instalação”, explicou o secretário.

Detalhes do Projeto e Logística
O projeto, orçado em R$ 5 bilhões (R$ 3 bilhões provenientes do acordo de reparação de Brumadinho e R$ 2 bilhões da concessionária), terá as seguintes características:

Extensão: Cerca de 70 km;

Cidades atendidas: Oito municípios, incluindo Betim, Contagem, Santa Luzia e Ribeirão das Neves;

Estratégia de obra: Início por múltiplas frentes simultâneas, focando em estruturas complexas como viadutos, pontes e grandes terraplenagens.

O gerente de engenharia do Rodoanel BH, Thiago Valandro, garantiu que, apesar da proximidade com áreas povoadas, não haverá necessidade de realocar nenhuma das comunidades quilombolas vizinhas ao traçado.

Impacto Econômico e Mobilidade
Para o setor produtivo, a obra é considerada vital. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, revelou que grandes indústrias da região chegaram a condicionar a permanência de suas plantas em Minas à execução do projeto.

Os benefícios esperados incluem:

Trânsito: Retirada de 5 mil caminhões por dia do anel rodoviário de BH;

Tempo: Redução de 30 a 50 minutos no tempo de viagem;

PIB Regional: Estimativa de crescimento entre 7% e 13% em dez anos;

Empregos: Geração de 10 mil postos de trabalho durante a fase de implantação

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves anunciou que, a partir da próxima segunda-feira, 3 de março de 2026, estará proibido estacionar em toda a extensão da Rua Cataguases, em ambos os lados da via.
De acordo com a administração municipal, a medida atende a uma solicitação de comerciantes da região e tem como principal objetivo melhorar a fluidez do trânsito, reduzir pontos de congestionamento e aumentar a segurança para motoristas e pedestres.
A prefeitura informou ainda que a rua estará totalmente sinalizada a partir das 4h da manhã do dia em que a mudança entrar em vigor. A orientação é para que os condutores fiquem atentos às novas placas e respeitem as regras para evitar multas e transtornos.
Segundo o Executivo, a fiscalização será intensificada nos próximos dias, como forma de garantir o cumprimento da determinação e assegurar a organização do tráfego na região. A colaboração da população é considerada fundamental para o sucesso da medida e para a melhoria da mobilidade urbana no local.

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Uma ação realizada pela Polícia Militar, em conjunto com a Guarda Municipal e agentes de trânsito, resultou na remoção de 91 veículos abandonados em vias públicas de Ribeirão das Neves, nesta terça-feira, 24. A iniciativa fez parte da Operação Limpa Via, que percorreu ruas das três regiões do município.


Durante a operação, as forças de segurança recolheram automóveis em situação de abandono que, além de representarem riscos à saúde pública, podem se tornar focos de proliferação de doenças como a dengue. Os veículos também contribuem para a sensação de insegurança e podem ser utilizados para práticas delituosas.


A atuação integrada reforça o compromisso das autoridades com a organização urbana e a proteção da população. As forças de segurança orientam que proprietários de veículos abandonados providenciem a retirada dos automóveis das vias públicas, evitando a adoção de medidas administrativas e outras penalidades previstas em lei.

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De acordo com reportagem da CNN, fundamentada em dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e do Censo 2022 (IBGE), coloca Ribeirão das Neves em uma posição crítica no cenário nacional de vulnerabilidade a desastres naturais:
Posição no Ranking: Ribeirão das Neves ocupa a 7ª posição no Brasil entre os municípios com o maior número de pessoas vivendo em áreas de risco.
População Exposta: O município possui 179.314 moradores em locais suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações.
Contexto Estadual: A cidade é a segunda com maior número absoluto de pessoas em risco em Minas Gerais, ficando atrás apenas da capital, Belo Horizonte (que ocupa o 4º lugar nacional com 389.218 pessoas).
Destaques Relevantes:

Prioridade de Gestão: Por estar nesta lista, o município é classificado como uma das áreas que devem ser priorizadas pela União em ações de gestão de riscos e resposta a desastres.
Cenário Regional: Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro com mais pessoas em áreas de risco (mais de 1,4 milhão), e a concentração dessas populações em cidades como Ribeirão das Neves, BH e Juiz de Fora explica a gravidade dos impactos durante os períodos de chuvas intensas no estado.
A matéria destaca que esses números foram atualizados em 2023 e servem de alerta para a necessidade de planos de contingência e obras de infraestrutura para proteger essas quase 180 mil pessoas no município.

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Iniciativa "Moradas Gerais" oferece reformas gratuitas para famílias de baixa renda; pré-cadastro presencial acontece neste sábado (28), em Justinópolis.

O município de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recebe nesta semana uma importante ação voltada para a dignidade habitacional. O programa Moradas Gerais Melhorias Habitacionais, uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, chega à cidade com o objetivo de reformar moradias de famílias em situação de vulnerabilidade social.
O programa foca em intervenções essenciais que garantem segurança e qualidade de vida, combatendo a precariedade das habitações. Entre os serviços oferecidos estão reparos em telhados, adequação de pisos, pintura, impermeabilização e instalações elétricas e hidráulicas básicas.

Quem pode participar?
Para ter acesso ao benefício, os interessados devem cumprir critérios específicos estabelecidos pelo programa:

Cadastro Social: Estar devidamente inscrito no CadÚnico.
Renda: Possuir renda per capita de até meio salário mínimo.
Propriedade: Morar em imóvel próprio que apresente necessidade real de reparos.

Pré-cadastro em Justinópolis
A primeira etapa para as famílias que desejam transformar seus lares será o pré-cadastro presencial, que acontece no próximo sábado, dia 28 de fevereiro. A mobilização será realizada no distrito de Justinópolis, no Instituto O GRITO, entre 10h e 15h.

A equipe do programa orienta que os moradores compareçam portando documentos pessoais e comprovantes que atestem os requisitos exigidos.
Serviço: Pré-cadastro Moradas Gerais em Ribeirão das Neves
Data: 28 de fevereiro (sábado)
Horário: Das 10h às 15h
Local: Instituto O GRITO – Justinópolis
Informações oficiais: social.mg.gov.br
A chegada do Moradas Gerais a Ribeirão das Neves representa um passo significativo para fortalecer os núcleos familiares da região, transformando estruturas físicas em lares mais seguros e saudáveis para a população nevense.

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A divulgação de um novo levantamento nacional sobre populações em áreas de risco acendeu o alerta em diversas cidades mineiras. Embora Juiz de Fora tenha ganhado destaque como a 9ª cidade do país com maior número de pessoas em locais vulneráveis, a realidade de Ribeirão das Neves também exige atenção redobrada das autoridades e da população local.

Em Minas Gerais, o cenário é crítico: o estado possui o maior número de municípios monitorados pelo governo federal. Para Ribeirão das Neves, uma cidade marcada por um crescimento urbano acelerado e topografia acidentada, os dados reforçam a urgência de investimentos em drenagem e contenção de encostas.

O Cenário em Neves: Encostas e Inundações

Diferente de cidades com grandes bacias hidrográficas, o risco em Ribeirão das Neves divide-se em dois principais eixos:

Deslizamentos: Devido à ocupação de morros em bairros com relevo íngreme, especialmente nas regiões de Justinópolis e do Centro, onde a autoconstrução sem acompanhamento técnico eleva o risco geológico em períodos de chuva intensa.

Inundações: Problemas históricos em áreas próximas a córregos que cortam a cidade, onde o transbordamento atinge residências e comércios de forma recorrente durante o verão.

Conexão com as Prioridades Políticas

O debate ganha força diante do Projeto de Lei nº 005/2026, que propõe a venda de terrenos públicos na cidade. Especialistas em urbanismo questionam se parte desses recursos — ou das próprias áreas — não deveria ser destinada à realocação de famílias que hoje vivem em áreas de "risco muito alto" (R4), onde a intervenção de engenharia já não é mais suficiente.

Recentemente, a prefeitura justificou a venda de imóveis públicos como forma de arrecadar para "infraestrutura urbana". A população agora cobra que essa infraestrutura priorize a segurança habitacional, evitando tragédias como as que ocorrem anualmente em Minas Gerais.

O que diz a Defesa Civil Local

A Defesa Civil de Ribeirão das Neves mantém o monitoramento constante das manchas de inundação e áreas de instabilidade. A recomendação para os moradores de áreas críticas permanece a mesma:

Observar o surgimento de fendas, trincas ou estalos nas paredes;

Ficar atento ao aparecimento de águas barrentas na base de encostas;

Em caso de emergência, acionar imediatamente o 199.

Números que Assustam

Embora Neves não figure no "Top 10" nacional como Juiz de Fora ou Belo Horizonte, a cidade faz parte do cinturão metropolitano que sofre com a precariedade do solo. Minas Gerais concentra quase 15% de toda a população brasileira que vive em áreas de risco, o que coloca a gestão de desastres no centro do planejamento de qualquer gestor público nevense para 2026.

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