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Segurança

A violência voltou a assustar os moradores de Ribeirão das Neves na tarde desta terça-feira (25). Um homem, identificado como Waguinho Japão, foi assassinado a tiros no bairro San Marino. O crime ocorreu sob circunstâncias que apontam para uma execução planejada, aproveitando um momento de transição no cumprimento da pena da vítima.

De acordo com informações preliminares obtidas junto a fontes ligadas ao sistema prisional e forças de segurança, a vítima estava em seu primeiro dia no regime semiaberto.

O ataque aconteceu no momento em que Waguinho Japão retornava para a unidade prisional (Parceria Público-Privada - PPP), após o período de trabalho ou saída externa permitida pelo novo regime. Ao passar pelo bairro San Marino, ele foi surpreendido por atiradores que efetuaram diversos disparos.

A vítima não teve chance de defesa e chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital São Judas Tadeu.

O fato de o crime ter ocorrido exatamente na estreia do benefício do regime semiaberto é um dos principais eixos da investigação. Fontes do setor prisional indicam que o trajeto de retorno à unidade é um ponto de vulnerabilidade conhecido, muitas vezes monitorado por grupos rivais ou desafetos.

Waguinho Japão era uma figura conhecida no sistema com diversas passagens por homicídio, assalto a mão armada, entre outras.

Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso. A Delegacia de Homicídios de Ribeirão das Neves ficará responsável pelo inquérito para apurar a autoria e a motivação exata do assassinato.

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Segurança

Uma operação de "pente-fino" realizada nesta terça-feira (24/3) no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na apreensão de drogas, celulares e outros materiais proibidos. A ação mobilizou 240 policiais penais e contou com o apoio de equipes especializadas, cães farejadores e drones.
Durante a vistoria, foram recolhidos 93 micropontos de drogas sintéticas (conhecidas como "K"), além de porções análogas à cocaína, maconha e K4, que ainda passarão por perícia. Também foram apreendidos sete celulares, carregadores, fones de ouvido, um smartwatch e outros itens de comunicação.

Balanço dos itens apreendidos:

93 micropontos de droga sintética;
35 porções de substância análoga à cocaína;
99 porções de substância análoga ao fumo;
41 porções de substância análoga à maconha;
7 aparelhos celulares e 1 chip;
6 carregadores de celular e 1 de relógio;
1 smartwatch e fones de ouvido.

A operação foi acompanhada pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), que reforçou a diretriz de endurecimento no controle do sistema carcerário. “Nosso comportamento com a população carcerária será de absoluto rigor”, ressaltou em coletiva de imprensa.
Segundo Simões, as medidas em andamento incluem a instalação de bloqueadores de sinal de celular em unidades de segurança máxima e o reforço nas investigações sobre a entrada de ilícitos, incluindo a fiscalização de visitantes e advogados. “Cadeia não é lugar de droga nem de telefone. Vamos investigar de forma atenta a entrada dessas substâncias.
Tenho plena confiança nos nossos agentes para ter certeza de que não é por meio da polícia que esse material entra”, completou.
A vistoria também evidenciou falhas na infraestrutura da unidade. A muralha e as guaritas apresentam condições inadequadas, com relatos de insalubridade que comprometem a segurança e a saúde dos policiais penais.
“As guaritas são insalubres para a permanência de um agente. Não oferecem segurança física e apresentam problemas como mofo, o que gera riscos respiratórios”, afirmou o vice-governador. A previsão é que as obras de reconstrução e reforço estrutural comecem nas próximas semanas, com conclusão estimada para o período de seca.

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Segurança

Familiares e fontes internas denunciam uma situação crítica de saúde pública no Presídio Antônio Dutra Ladeira, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Relatos apontam um surto de tuberculose entre os detentos, com a confirmação de ao menos uma morte causada pela doença nas últimas semanas.

Risco iminente de contágio

A tuberculose, doença transmitida pelo ar, encontra em ambientes superlotados e com baixa ventilação o cenário ideal para sua propagação. De acordo com as denúncias, o medo impera entre a população carcerária, uma vez que o isolamento dos infectados e o tratamento médico não estariam sendo realizados de forma adequada ou célere o suficiente para conter o avanço do bacilo.
"A preocupação é muito grande porque a tuberculose é uma doença contagiosa e, dentro de um ambiente fechado como um presídio, o risco de contaminação é ainda maior", afirma um dos relatos recebidos pela reportagem.

Falta de assistência médica

A principal reivindicação é por uma intervenção urgente das autoridades de saúde e do sistema prisional. Além do óbito já registrado, há suspeitas de que outros detentos apresentem sintomas graves sem o devido acompanhamento clínico. A ausência de providências imediatas coloca em risco não apenas a vida dos custodiados, mas também dos agentes penitenciários e demais funcionários que circulam na unidade.

O que dizem as autoridades

Com relação à informação de "surto de Tuberculose no Presídio Antônio Dutra Ladeira", não procede de acordo com a Sejusp.

Ressaltamos que a unidade prisional citada possui, atualmente, oito casos positivos em tratamento. Não há a classificação da situação pelas autoridades como 'surto'.

Sobre o óbito citado na demanda, informamos que custodiado não tinha diagnóstico de Tuberculose, nem apresentava sintomas da doença, constando em sua certidão de óbito a informação de morte por causas naturais.

Em conformidade com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Indivíduos Privados de Liberdade no Sistema Prisional - PNAISP, regulamentada por meio da Portaria Interministerial nº 1/2014, a qual prevê a assistência à saúde no âmbito da Atenção Primária, tem sido implementado nas unidades prisionais a aplicação dos protocolos de controle da Tuberculose, conforme Manual de Recomendações para Controle de Tuberculose no Brasil, em parceria com os municípios, bem como a divulgação da Nota Informativa da Secretaria de Saúde (SES/SUBVS-SVE-DVANT-CPECT 877/2020), e orientações acerca de transferência de privados de liberdade em tratamento para Tuberculose, visando diminuir a incidência de abandono do tratamento.

Por fim, a unidade prisional conta em seu quadro equipe multidisciplinar de servidores de saúde, com profissional médico, enfermeiras e técnicas de enfermagem aptas a prestar atendimento primário aos presos que, em caso de urgência ou emergência, são encaminhados conforme fluxo de atendimento pré-estabelecido pela rede pública de saúde do município de Ribeirão das Neves.

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A madrugada do último sábado (14) foi marcada por mais um episódio trágico no sistema prisional de Ribeirão das Neves.
Rafael Rodrigues dos Santos, de 28 anos, foi encontrado morto em uma das celas do Presídio Antônio Dutra Ladeira.
Este é o caso mais recente de uma série de óbitos registrados em unidades da Região Metropolitana, somando cinco mortes em menos de 30 dias.
De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta segunda-feira (16), o corpo de Rafael foi localizado por volta de 1h30. Policiais penais foram acionados pelos próprios colegas de cela do detento, que perceberam que ele estava sem sinais vitais.
O Samu chegou a ser chamado ao local, mas apenas pôde constatar o óbito.
A unidade de Ribeirão das Neves, uma das maiores do estado, agora está sob os holofotes da perícia técnica. A Polícia Civil esteve no presídio para coletar vestígios que ajudarão a determinar a causa da morte. Rafael Rodrigues dos Santos possuía passagens pelo sistema prisional desde 2019.
Em nota, a direção do presídio informou que:
"Foi instaurado um procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias do óbito, enquanto aguarda-se a conclusão do laudo pericial da Polícia Civil."
A recorrência de mortes em unidades prisionais da Grande BH nas últimas semanas tem gerado debates sobre as condições de custódia e a segurança interna dos estabelecimentos penais que compõem o complexo penitenciário de Neves.

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A precariedade estrutural e o deficit de pessoal marcam o cotidiano dos cerca de 350 policiais penais do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves.
Em visita técnica realizada na manhã desta quinta-feira (12/03), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), liderada pelo deputado Sargento Rodrigues (PL), constatou um cenário de abandono que compromete tanto a segurança quanto a saúde dos servidores.

Colapso Estrutural e Segurança Perimetral

A fiscalização apontou que as dez guaritas responsáveis pela segurança externa estão sucateadas. O relatório preliminar descreve:
Degradação: Janelas e banheiros danificados, rachaduras severas e desabamento de partes da alvenaria dos muros.
Vulnerabilidade: No momento da visita, apenas duas das dez guaritas estavam ocupadas. A falta de policiamento no perímetro expõe a unidade a riscos externos e tentativas de fuga.

Superlotação Extrema: 250% da Capacidade

A situação dos detentos reflete diretamente na carga de trabalho dos policiais. Atualmente, o presídio opera com uma superlotação crítica:
Capacidade: Celas projetadas para seis detentos abrigam, hoje, 28 pessoas.
Proporção: A unidade vigia 2.290 presos com um efetivo total de aproximadamente 350 servidores, que se dividem em turnos. Segundo os próprios policiais, seriam necessários, no mínimo, 450 profissionais para garantir a operacionalidade básica.

Condições de Trabalho Degradantes

Acompanhado pelo presidente do Sindppen-MG, Jean Carlos Otoni Rocha, o parlamentar percorreu setores como o Anexo I e II, Núcleo Jurídico e Portaria. A inspeção revelou que as áreas de suporte aos servidores — essenciais para quem cumpre regime de plantão — estão em estado crítico:
"O que se viu atesta que os policiais penais foram abandonados pelo Estado. Alojamentos, banheiros e cozinhas estão em condições que dificultam o suporte às longas horas de vigilância", afirmou Sargento Rodrigues.
Os piores problemas foram encontrados no Anexo II, onde a combinação de estrutura física debilitada e higiene precária é mais evidente.

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