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Cidade

A disparidade na infraestrutura urbana do Bairro Kátia tem gerado questionamentos por parte dos residentes da Rua Nova Lima. Enquanto vias circundantes e paralelas receberam pavimentação asfáltica recente, o trecho em questão permanece com cobertura de terra batida e pedras, configurando um contraste direto com o entorno planejado pela administração pública.

De acordo com a comunidade local, a demanda por melhorias na via se estende por cerca de duas décadas. Diante da ausência da rua no cronograma do pacote de obras mais recente do município, os moradores organizaram um abaixo-assinado que já reúne mais de 200 assinaturas para formalizar a solicitação junto ao poder público.
A falta de asfalto gera reflexos práticos na rotina de quem reside ou trabalha na localidade. Léa Costa, uma das moradoras mais antigas da via e mobilizadora do movimento, relata o sentimento de exclusão da comunidade ao acompanhar o avanço das frentes de trabalho nas ruas vizinhas.
"A gente vê as máquinas trabalhando aqui do lado, o asfalto chegando na porta dos vizinhos de outras ruas, e a nossa continua desse jeito. Nós pagamos nossos impostos igual a todo mundo, mas na hora de receber o benefício, parece que a Rua Nova Lima não existe no mapa da prefeitura", afirma Léa.

Além do aspecto urbano, fatores ambientais e econômicos são apontados pela vizinhança:

Saúde pública: Moradores relatam que, durante o período de estiagem, a suspensão de poeira causada pelo tráfego de veículos intensifica problemas respiratórios em crianças e idosos. A residente Pâmela Fonseca aponta que o uso de inaladores e medicamentos tornou-se frequente na rotina das famílias.
Comércio local: Proprietários de pequenos estabelecimentos na região relatam dificuldades de manutenção e prejuízos financeiros decorrentes da poeira constante.

Questionamentos sobre os critérios de seleção
A delimitação das obras é o principal ponto de contestação dos moradores. A pavimentação executada nas últimas semanas foi interrompida exatamente no cruzamento com a Rua Nova Lima.

Suelen Barroso, que reside na via, questiona a lógica técnica adotada na divisão do projeto e cobra um posicionamento oficial.

"É olhar para a esquina e ver tudo asfaltado, limpinho, e quando você vira para a nossa rua, pisa na poeira ou na lama. Por que as outras ruas têm direito e a nossa não? Nós exigimos transparência e uma resposta clara", declara Suelen.

Posicionamento do Executivo Municipal
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e com a Secretaria Municipal de Obras para averiguar quais critérios técnicos justificaram a não inclusão da Rua Nova Lima no atual lote de pavimentação do Bairro Kátia, bem como se há previsão de atendimento à demanda do abaixo-assinado apresentado.

Até a publicação desta matéria, as pastas municipais não haviam enviado resposta formal contendo justificativas ou novos prazos para o local. O espaço permanece aberto para as manifestações e esclarecimentos da municipalidade.

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O gargalo logístico e o tráfego intenso em um dos trechos mais movimentados da BR-040, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão com os dias contados. O segmento da rodovia que liga o Anel Rodoviário da capital à Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa-MG), em Contagem, passará por grandes obras de ampliação, com a construção de novas faixas de rolamento e vias marginais.
A previsão é que as intervenções saiam do papel em 2027. As informações foram reveladas em entrevista exclusiva ao Diário do Comércio pelo CEO da concessionária responsável pela via, Tulio Abi-Saber.

Mobilidade e Fluidez no Trânsito

O trecho em questão é conhecido pelo alto fluxo diário de veículos leves e pesados, sendo um eixo estratégico para o transporte de cargas e para o abastecimento de toda a Grande BH. A saturação da pista atual frequentemente resulta em congestionamentos quilométricos, afetando diretamente a produtividade de empresas e a rotina dos motoristas.

Com o pacote de obras anunciado, o projeto visa separar o tráfego local do trânsito de longa distância:

Novas Faixas: Aumento da capacidade de fluxo na pista principal, reduzindo o tempo de viagem.
Vias Marginais: Criação de acessos segregados para os bairros do entorno e para o polo comercial da Ceasa, garantindo maior segurança e organização.

Embora o início das obras esteja agendado para 2027, o cronograma até lá envolve a conclusão de projetos de engenharia, licenciamentos ambientais e desapropriações necessárias para a expansão da faixa de domínio da rodovia.
A expectativa é que o investimento traga um alívio significativo para a infraestrutura de transporte da região, impulsionando a economia local e melhorando a segurança viária de milhares de usuários que dependem da BR-040 diariamente.

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O futuro de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento em Ribeirão das Neves ganhou um importante reforço. O município formalizou a implantação de um programa de apadrinhamento, estabelecido por meio de um termo de compromisso firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a prefeitura municipal.
A iniciativa tem como propósito central fortalecer os vínculos familiares e comunitários desse público, garantindo um suporte integral para o desenvolvimento social, emocional, educacional e financeiro dos acolhidos.
Para envolver a sociedade civil de diferentes maneiras, o programa foi estruturado em duas modalidades distintas de participação:
Apadrinhamento Financeiro: Destinado ao custeio de despesas essenciais que fazem a diferença no dia a dia e no futuro dos jovens, tais como investimentos em educação, saúde, cursos profissionalizantes e atividades de lazer.
Apadrinhamento Afetivo: Voltado à construção de laços emocionais e convivência familiar. Essa modalidade foca especialmente em crianças e adolescentes que possuem poucas perspectivas de retornar à família de origem ou de serem adotados.

Estruturação e Critérios de Participação

A partir da assinatura do termo, a Prefeitura de Ribeirão das Neves seguirá prazos específicos para estruturar a iniciativa. Os próximos passos incluem a criação de uma equipe técnica especializada, a divulgação das regras oficiais e o processo de seleção dos futuros padrinhos e madrinhas.
Segurança jurídica: Por envolver o bem-estar de menores em situação de vulnerabilidade, a participação no apadrinhamento afetivo não será automática. Os interessados passarão por uma rigorosa avaliação técnica da equipe responsável e a validação final dependerá da autorização da Justiça.
Com essa parceria entre o Ministério Público e o governo local, Ribeirão das Neves dá um passo significativo para garantir um ambiente mais acolhedor e cheio de novas oportunidades para a sua juventude.

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O cenário gastronômico de Ribeirão das Neves celebra uma marca importante. O tradicional Restaurante Moinhos, reconhecido na cidade por sua culinária e relevância no comércio local, completa oficialmente 17 anos de atuação. Ao longo de quase duas décadas, o estabelecimento se consolidou como um ponto de encontro para famílias, profissionais e entusiastas da boa cozinha no município.

A trajetória do restaurante acompanha o próprio desenvolvimento comercial da região, mantendo-se como uma referência de resiliência e qualidade no setor de alimentação e serviços nevenses.
Para marcar a data comemorativa, o fundador do empreendimento, Antônio Fonseca, compartilhou uma mensagem de agradecimento direcionada a todos que fizeram parte dessa linha do tempo, destacando o papel coletivo na construção do sucesso do restaurante.

"Hoje o Moinhos completa 17 anos. É com imensa satisfação que venho aqui agradecer a todo nossos clientes, nossos colaboradores, aos nossos parceiros, que juntos fizemos isso acontecer", declarou Fonseca.

Olhando para os próximos passos, o empresário ressaltou o desejo de ver a cidade prosperar e o potencial de Ribeirão das Neves para se consolidar definitivamente no mapa da culinária regional.

"Esperamos que Ribeirão das Neves continue crescendo, desenvolvendo, sendo essa cidade acolhedora para que possamos, juntos, fazer de Neves um polo gastronômico. Juntos somos mais fortes", projetou o fundador.

Com a celebração do aniversário, o Restaurante Moinhos reafirma seu compromisso com a cidade, mantendo suas portas abertas para seguir fazendo parte do dia a dia e da história da população.

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O esporte de Ribeirão das Neves voltou a se destacar no cenário nacional. O Centro de Treinamento (CT) AFS Kickboxing representou o município e o estado de Minas Gerais no Campeonato Brasileiro de Kickboxing 2026, realizado em Curitiba (PR), conquistando três importantes pódios.
A atleta Diene Resende garantiu a medalha de prata e o título de vice-campeã brasileira na modalidade Light Contact. O professor e mestre da equipe, Alexandre Frederico, também subiu ao pódio duas vezes, assegurando a prata no Light Contact e o bronze no Point Fight.

A delegação mineira contou ainda com a participação do lutador Bruno Bernardes, que disputou as categorias Kick Light e Light Contact. Embora não tenha subido ao pódio nesta edição, Bruno enfrentou oponentes de alto nível técnico e se destacou pela dedicação, coragem e determinação em cima do tatame.
A competição reuniu a elite do esporte no país, elevando o nível de exigência de cada confronto. Diante de adversários qualificados, o resultado expressivo reforça a solidez do trabalho desenvolvido pelo CT AFS Kickboxing. A equipe disputa o torneio nacional há três anos consecutivos e, em todas as edições, retornou para casa com premiações.
Guiados pelos valores de Atitude, Foco e Superação (AFS), os atletas demonstram o potencial técnico da região, consolidando o município como um celeiro de talentos capazes de competir entre os melhores do Brasil.

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Uma nova portaria regulamentada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) alterou as regras de trânsito na capital e impactará diretamente o serviço de transporte de passageiros em Ribeirão das Neves. A partir desta semana, os táxis licenciados em Neves e em outros municípios da Região Metropolitana que não possuem acordo formal com a capital estão proibidos de trafegar pelas pistas exclusivas do Sistema Move e pelas faixas destinadas aos ônibus urbanos de BH.
Até então, os motoristas vinculados a Ribeirão das Neves podiam utilizar os corredores rápidos — como os das avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado — ao transportarem passageiros em direção ao centro de Belo Horizonte ou a polos hospitalares. A permissão era uma alternativa para fugir dos congestionamentos nos horários de pico.
Com a nova determinação, motivada por uma recomendação da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), apenas os táxis regulamentados pela própria capital (gerenciados pela Sumob/BHTrans) mantêm o direito de circular livremente pelas faixas seletivas.
Para os profissionais que saem das frentes de Justinópolis ou da região central de Neves, a proibição representa aumento no tempo das viagens e potencial encarecimento nas corridas metropolitanas feitas pelo taxímetro.
A proibição não é necessariamente definitiva, mas depende de articulação política. O texto prevê que táxis da região metropolitana possam reaver o acesso às faixas rápidas de Belo Horizonte desde que haja a assinatura de um convênio formal de integração mútua entre as duas prefeituras.
O sindicato intermunicipal da categoria (Sincavir) informou que já iniciou o papel de intermediador para abrir canais de diálogo com as administrações municipais da Grande BH, visando restabelecer o direito de tráfego dessas praças na capital e minimizar os prejuízos aos motoristas e usuários da região.

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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