All for Joomla All for Webmasters

Cidade

Uma ocorrência inusitada e de alta complexidade mobiliza as equipes da Copasa nesta terça-feira (5), afetando diretamente o abastecimento em Ribeirão das Neves. A companhia precisou interromper o fornecimento de água após um animal de grande porte — possivelmente uma égua — acessar a tubulação da adutora do Sistema Rio das Velhas.

Em Ribeirão das Neves, o impacto é significativo: 63 bairros estão com o abastecimento interrompido devido à manobra emergencial. A interrupção é necessária para que os técnicos realizem a inspeção e a retirada do animal da estrutura, que possui 2,4 metros de diâmetro.

Tecnologia na inspeção
Dada a magnitude da estrutura e a extensão da rede, a Copasa está utilizando tecnologia de ponta para acelerar as buscas. Entre os equipamentos utilizados estão:

Drones: Para monitoramento de áreas externas e acesso visual.

Inspeção Robótica: Equipamentos realizam uma varredura interna detalhada em pontos de difícil acesso.

Monitoramento Metro a Metro: O trabalho é minucioso para garantir a integridade da adutora e as condições sanitárias da água antes da retomada do bombeamento.

Orientações à população
Até a tarde desta terça-feira (5), o animal ainda não havia sido localizado na extensão vistoriada. Por este motivo, a Estação de Tratamento de Água (ETA) do sistema permanece em estado de prontidão, aguardando a conclusão da vistoria para reiniciar o processo de distribuição.

A Copasa reforça o pedido para que os moradores de Ribeirão das Neves utilizem a água de forma consciente, priorizando tarefas essenciais e evitando desperdícios até que o sistema seja totalmente normalizado.

A ocorrência também afeta outras cidades da Região Metropolitana, somando mais de 690 bairros atingidos em toda a Grande BH.

0
0
0
s2smodern

O sistema penitenciário de Minas Gerais enfrenta um cenário crítico: são 72 mil presos para apenas 41 mil vagas disponíveis. O déficit superior a 30 mil postos acende o alerta para um dos maiores gargalos da segurança pública no estado. Para especialistas, o cenário de celas superlotadas não apenas eleva a tensão interna, mas inviabiliza qualquer tentativa de ressocialização dos detentos.

Os dados foram confirmados por Rogério Greco, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Segundo o gestor, do total de detidos, cerca de 3 mil são "faccionados", ou seja, integram organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O "empurra-empurra" institucional

Questionado sobre o excedente populacional, Greco atribuiu a responsabilidade ao sistema de Justiça como um todo, isentando o Executivo da decisão de encarcerar.

“Quem coloca as pessoas em uma unidade prisional? É o Estado? É o Poder Executivo? Não. Quem coloca é o Poder Judiciário junto com o Ministério Público. O Poder Executivo nunca prendeu ninguém; nós apenas acolhemos”, pontuou o secretário.

Por outro lado, o governo estadual afirma que há investimentos em infraestrutura, com a entrega de novas obras e outras intervenções em andamento para tentar mitigar o problema.

“Depósito de pessoas”

A visão do Executivo é contestada por especialistas que enxergam na superlotação a falência do modelo assistencial. O presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB-MG, André Luiz Lima, alerta que o excesso de detentos retira do Estado a capacidade de oferecer serviços básicos, como saúde e acompanhamento jurídico.

“Nenhum sistema de ressocialização sobrevive à superlotação. Isso é um câncer. Onde se perde a técnica de ressocialização, passa-se a ter um depósito de pessoas”, afirma Lima.

Qualificação da "porta de entrada"


Para a OAB-MG, a solução não passa apenas pela construção de novos presídios, mas pela revisão dos critérios de prisão. A defesa é por uma “qualificação da porta de entrada”, evitando que delitos de menor potencial ofensivo resultem em encarceramento, o que sobrecarrega o sistema e mistura criminosos de baixa periculosidade com membros de facções.

0
0
0
s2smodern

Em uma ação estratégica para fortalecer a segurança pública e o amparo social, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) oficializou a implementação da rede de combate à violência doméstica em Ribeirão das Neves. A reunião de lançamento ocorreu na última quarta-feira (22), reunindo representantes do Judiciário, das polícias e do poder executivo municipal.
A iniciativa é uma articulação da Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica da comarca, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO-VD). O objetivo central é integrar as instituições para que o enfrentamento a esse crime não seja apenas repressivo, mas também preventivo e multidisciplinar.
Diferente de ações isoladas, a rede busca oferecer proteção integral às vítimas e seus familiares, conectando as esferas jurídica, de saúde, assistência social e educação. O foco é o acompanhamento contínuo dos envolvidos, visando romper o ciclo de violência antes que ele chegue a casos extremos.
A cerimônia de instalação contou com a presença dos promotores de Justiça Thomas Henriques Zanelli Fortes e Leonardo Morroni Araújo de Mello. Representando o Judiciário e as forças de segurança, participaram a juíza Fernanda Carreira Machado (3ª Vara Criminal), a major Bruna Ortenzio Lopes (Polícia Militar) e o defensor público Gustavo de Lima Leite.

O prefeito de Ribeirão das Neves, Túlio Raposo, também compareceu ao evento acompanhado do procurador-geral do Município e de secretários das pastas de Saúde, Educação e Assistência Social.

0
0
0
s2smodern

Em um movimento estratégico para consolidar sua base de concessões, a Copasa anunciou nesta quinta-feira (23/4) um acordo que prevê o repasse antecipado de aproximadamente R$ 350 milhões a prefeituras mineiras. A medida é um passo decisivo para a extensão dos contratos de água e esgoto até 2073, garantindo a segurança jurídica necessária para os planos de desestatização do Governo de Minas.

O montante corresponde à antecipação de receitas que seriam originalmente distribuídas entre os anos de 2026 e 2028. Para acessar o recurso, os municípios devem aderir ao novo modelo de contrato proposto pela estatal. De acordo com o cronograma estabelecido, o pagamento será dividido em duas etapas:

Primeira parcela: Outubro de 2026.

Segunda parcela: Março de 2027.

Alívio Tarifário e expansão
O acordo, costurado junto à Associação Mineira de Municípios (AMM), traz um benefício direto aos usuários de cidades onde a Copasa iniciará novos serviços de esgoto: a cobrança da tarifa sobre esses novos serviços foi adiada para 2029.

Nota: Esta regra de adiamento tarifário não abrange a capital, Belo Horizonte, que possui regramento contratual próprio e independente.

Cenário atual
Atualmente, a Copasa opera em 636 municípios. A renovação em massa desses contratos é vista por analistas de mercado como o "pedágio" necessário para tornar a empresa atraente à iniciativa privada, uma vez que contratos de longo prazo e devidamente regulados elevam o valuation da companhia.

0
0
0
s2smodern

Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

bg contorno