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Cidade

Ribeirão das Neves enfrenta um cenário de vulnerabilidade estrutural, com cerca de 90 áreas mapeadas como de alto risco para deslizamentos de terra e inundações. O número alarmante, recentemente divulgado, reforça a necessidade de atenção por parte dos moradores e das autoridades, especialmente com a chegada do período chuvoso.

Entre as regiões historicamente vulneráveis, destacam-se bairros como Vila Hortinha, Jardim Colonial, Paraíso das Piabas, Alto dos Menezes e o Barcelona. O bairro Barcelona, por exemplo, já foi objeto de avaliação geomorfológica que identificou alto índice de risco. A Vila Hortinha, por sua vez, foi atingida por inundações severas em anos anteriores, causando prejuízos e desalojando famílias.

Fatores que Agravam a Vulnerabilidade
Estudos técnicos realizados no município apontam que o problema é agravado pela ocupação irregular de encostas e pela carência de infraestrutura básica. A falta de drenagem, saneamento e contenção de solo aumenta significativamente o risco de desastres para as famílias que residem nesses locais.

Medidas de Prevenção e Orientações
Com a aproximação da temporada de chuvas, é essencial que a população redobre a atenção e acompanhe os alertas da Defesa Civil.

Especialistas em geologia urbana enfatizam que o mapeamento de risco deve ser a base para a formulação de políticas públicas de prevenção. Tais medidas incluem o reassentamento de famílias em áreas seguras, a realização de obras de contenção de encostas e a implantação de saneamento adequado.

A orientação para os moradores é:

Evitar construções não fiscalizadas em encostas.

Manter a vegetação nativa, que ajuda na estabilização do solo.

Garantir a drenagem correta da água.

Denunciar loteamentos ou construções irregulares.

A vasta quantidade de áreas de risco na cidade torna a prevenção e a conscientização cruciais para evitar futuras tragédias.

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Uma pesquisa inovadora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), intitulada Caminhos para a Tarifa Zero, afirma que conceder gratuidade irrestrita no transporte público por ônibus urbanos é tecnicamente viável e economicamente sustentável para as 706 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes. A conclusão do estudo aponta a Tarifa Zero como a opção "ideal" para beneficiar 124 milhões de pessoas.
A professora Letícia Birchal Domingues, do Instituto de Ciência Política da UnB, sintetiza: "Essa proposta não implica em novos recursos federais, nem em impostos, e traz resultados sociais superimportantes."

💰 Modelo de financiamento sem impostos
O financiamento da gratuidade seria baseado no modelo francês Versement Mobilité (em vigor desde 1971), através de contribuições mensais feitas por estabelecimentos públicos e privados. Este sistema substituiria o custo do vale-transporte pago atualmente pelas empresas, sem onerar o orçamento público ou criar novos tributos.
O estudo detalha a estrutura de contribuição:

Isenção para pequenas empresas: Empresas com até 9 funcionários ficariam isentas de qualquer aporte. Isso dispensa cerca de 83% dos empregadores.
aporte progressivo: Os demais estabelecimentos contribuiriam apenas sobre o número de funcionários que excede o nono. Por exemplo, uma empresa com 11 funcionários contribuiria sobre apenas duas pessoas.
Essa arrecadação patronal, estimada em aproximadamente R$ 250 por funcionário excedente, geraria cerca de R$ 80 bilhões por ano.

Sustentabilidade Comprovada

A pesquisa da UnB demonstra que a receita prevista cobre o custo total do sistema, mesmo após as adequações operacionais necessárias.

Cenário de Custo Valor Anual Estimado
Custo atual (pago por usuários) R$ 65 bilhões
Custo total (incluindo adequações e aumento da oferta) R$ 78 bilhões
Arrecadação Prevista R$ 80 bilhões

Com a arrecadação de R$ 80 bilhões, o modelo se mostra superior aos R$ 78 bilhões necessários para cobrir os custos anuais com a Tarifa Zero, incluindo o crescimento da oferta, ganhos de eficiência e alterações nos contratos com as operadoras.
Uma das descobertas mais importantes do trabalho é que a universalização da Tarifa Zero é mais eficiente financeiramente do que a concessão de isenção apenas para a população mais vulnerável.
O custo estimado para custear passagens diárias (ida e volta) apenas para as cerca de 24 milhões de pessoas cadastradas no CadÚnico — a camada mais pobre — seria de aproximadamente R$ 58 bilhões anuais. Esse valor já corresponde a 75% do custo total necessário para implementar a Tarifa Zero irrestrita para todos, comprovando a maior viabilidade econômica da gratuidade universal.
O estudo ganha relevância em um contexto de queda contínua no número de usuários do transporte coletivo em grandes capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, e Belo Horizonte.
Em Belo Horizonte, por exemplo, a BHTrans registrou uma queda de 39% no número de passageiros transportados: de 453 milhões em 2013 para 275 milhões em 2024. A proposta da Tarifa Zero é vista como um caminho para reverter essa crise e revitalizar o sistema de mobilidade urbana.
Apesar da viabilidade comprovada pela UnB, projetos com o mesmo princípio de financiamento enfrentam resistência política. O Projeto de Lei 60/2025, que propunha a Tarifa Zero na capital mineira com custeio por empresas, foi reprovado em primeiro turno pela Câmara Municipal em outubro passado.

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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) uma resolução que revoluciona o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida central é a revogação da obrigatoriedade das aulas em Centros de Formação de Condutores (CFCs), as populares autoescolas, para a preparação aos exames teórico e prático.

Com o objetivo de desburocratizar e baratear o processo, o governo estima que as mudanças possam gerar uma redução de até 80% nos custos, que atualmente podem alcançar R$ 5 mil para o cidadão.

As principais mudanças na obtenção da CNH
As alterações simplificam diversas etapas do processo:

1. Início do processo simplificado e digital
O candidato poderá dar início ao processo de habilitação diretamente por canais digitais:

Pelo site do Ministério dos Transportes;

Pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Atenção: Etapas essenciais como a coleta biométrica e o exame médico continuam sendo realizadas presencialmente nos Detrans.

2. Preparação teórica gratuita e flexível
O Ministério dos Transportes será responsável por disponibilizar todo o conteúdo teórico gratuitamente em uma plataforma digital.

O estudo passa a ser facultativo, podendo o candidato optar pelo material online oficial ou, se preferir, frequentar aulas presenciais em autoescolas ou instituições credenciadas.

3. Flexibilização das aulas práticas
A maior transformação ocorre na etapa de direção veicular:

A carga horária mínima de aulas práticas cai de 20 para apenas 2 horas-aula.

O candidato ganha liberdade para escolher a modalidade de preparação, incluindo:

Autoescolas tradicionais.

Instrutores autônomos credenciados.

Preparações personalizadas.

Será permitido o uso do próprio veículo para treinamento, mediante autorização e regulamentação específica.

Os instrutores autônomos atuarão sob a fiscalização dos Detrans e serão identificados por meio da CDT.

4. Manutenção da rigidez nos exames
Independentemente do método de preparação escolhido, a segurança do processo será mantida pela obrigatoriedade das provas teórica e prática. Os exames seguirão exigidos para a emissão da CNH, alinhando-se a padrões internacionais adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

5. Facilitação para Motoristas Profissionais
O novo texto também visa simplificar a obtenção e a mudança para as categorias profissionais:

C (caminhões e veículos de carga);

D (ônibus e vans);

E (veículos articulados e carretas).

O objetivo é claro: agilizar a formação e reduzir custos, o que deve resultar na ampliação da oferta de motoristas profissionais no mercado de trabalho brasileiro.


A medida é motivada por dados alarmantes. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) aponta que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação e outros 30 milhões em idade apta não conseguem tirar a CNH por motivos financeiros.

O governo justifica a flexibilização como uma forma de:

Reduzir as barreiras econômicas de acesso.

Facilitar a entrada no mercado de trabalho para milhões de cidadãos.

Estimular a formalização dos condutores.

A resolução entrará em vigor após sua publicação oficial, prometendo injetar maior flexibilidade e acessibilidade no sistema de trânsito nacional.

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O atleta e policial penal Gladstone Garcia, morador de Ribeirão das Neves, alcançou um marco importante em sua trajetória esportiva. No último dia 30 de novembro, ele foi campeão em duas categorias na última etapa do Grand Slam da PACIFIC/FMAS, realizada na Arena Paris, no bairro Estrela Dalva, em Belo Horizonte.

Gladstone venceu na categoria Meio Pesado – Faixa Roxa Master 3 e também levou o título de Campeão Absoluto Adulto, garantindo o 1º lugar no ranking da temporada.

“Quem me vê no pódio não imagina a guerra diária para chegar até aqui. Foram quatro etapas intensas, cheias de desafios, disciplina e resiliência. Mas cada meta foi cumprida”, destacou o atleta em suas redes.

Com orgulho, ele comemora a conquista do topo: “Hoje posso dizer: sou o TOP 1 do ranking!”.

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Gladstone Garcia, representando Ribeirão das Neves (MG), conquistou o título de Vice-Campeão Mundial de Jiu-Jitsu na categoria Faixa Roxa Master 3, durante o Campeonato Mundial da CBJJE, realizado no dia 28 de novembro de 2025, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

A competição, promovida pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo, reuniu os melhores atletas da modalidade, e Gladstone se destacou entre os principais nomes do evento, levando o nome de sua cidade natal ao pódio mundial.

“Graças a Deus, sigo firme entre os melhores”, afirmou o atleta, emocionado com o resultado.

Morador de Ribeirão das Neves, Gladstone é exemplo de superação e dedicação no esporte. Sua trajetória inspira novos praticantes da arte suave e mostra que, com disciplina e fé, é possível alcançar resultados de alto nível, mesmo vindo de regiões muitas vezes esquecidas no cenário esportivo nacional.

A conquista de Gladstone Garcia não é apenas pessoal, mas também um marco para o jiu-jitsu mineiro e para a cidade de Ribeirão das Neves, que ganha destaque no cenário mundial da luta esportiva.

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A BR-040 passará por uma grande transformação entre Belo Horizonte e Ribeirão das Neves.
O trecho, que hoje possui majoritariamente duas faixas, será ampliado para quatro faixas em cada sentido na via principal, além da construção de vias marginais com duas faixas por sentido em toda a área urbana.
O objetivo é resolver o intenso congestionamento e melhorar a segurança, especialmente no eixo que liga a capital a Ribeirão das Neves.

Cronograma e fases da obra

O CEO da concessionária Via Cristais, Túlio Abi-Saber, detalhou o plano de execução em entrevista, prevendo o início das obras para 2026:
Fase 1 (Até 2027): Conclusão do trecho entre Belo Horizonte e Contagem.
Fase Final (Até 2028): Finalização da expansão até a rotatória de entrada de Ribeirão das Neves.

Esforço conjunto contra o gargalo

A Via Cristais está em diálogo constante com as prefeituras de Belo Horizonte, Contagem e Ribeirão das Neves, além do governo estadual, pois grande parte dos problemas de retenção não se limita à BR-040, mas sim ao encaixe com as vias municipais.
O CEO citou o encontro com o Anel Rodoviário e a entrada do Viaduto das Américas, em Contagem, como exemplos de gargalos que exigem solução conjunta. A ampliação para quatro faixas por sentido, combinada com as marginais, tem como principal impacto separar o tráfego de longa distância do tráfego urbano:
"Todos os dias de manhã a gente tem um congestionamento chegando em Belo Horizonte. Isso reflete lá em Neves. Nós chegamos a ter 10 km de engarrafamento pela manhã. Quando você coloca as quatro faixas por sentido, mais a marginal, você separa o tráfego que está indo para uma distância e o tráfego entrando na cidade."
A concessionária também foi autorizada pela ANTT a fazer um estudo para melhorar o transporte público e a mobilidade em todo o eixo da rodovia.

Conectividade 4G

Além das melhorias estruturais, a Via Cristais negocia com operadoras de telefonia a instalação de antenas para garantir conexão 4G em toda a extensão da estrada, visando resolver a baixa cobertura atual, especialmente nos trechos não urbanos.

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