Por Walter Menezes
Estamos chegando próximo ao dia em que o País estará em movimento para escolher aqueles que irão nos representar nos próximos anos, nos âmbitos estaduais e federais.
Nota-se que o povo brasileiro continua impregnado e crente num sistema assistencialista implantado a mais de 20 anos, implantando nas mentes das pessoas mais desavisadas, o conformismo com o “pouco basta” com o subterfúgio da inclusão, do acesso, e da erradicação da pobreza.
Mais grave ainda, tirando destas pessoas o gosto do empoderamento, a vontade e o desejo de sonhar, pois realizar sonhos depende de muito esforço e trabalho, e o sistema de dar (mesmo que pouco) sem exigir nenhuma contrapartida, potencializou nessas pessoas o comodismo, o conformismo e a dependência.
Com este truque, o sistema ainda consegue imunizar o cognitivo destas pessoas, a ponto de fazê-las demonizarem aqueles que investem no setor de produção, e através destes investimentos, tornarem suas finanças meritoriamente favoráveis, mesmo sabendo que ninguém conquista nada dormindo. Além dos investimentos, é preciso muita dedicação, esforço e muito trabalho para torna-los ricos, (como gostam de nominá-los).
Sem se dar conta de que tudo que consumem, não seria possível sem os apaixonados pelo dinheiro, que através de seus investimentos, disponibilizam a possibilidade do consumo da PICANHA, do manuseio dos celulares, das TVs, dos veículos, do arroz, feijão, vestuário, remédio e tudo mais que se é necessário para se viver.
Pode até parecer que sou contra os programas de assistência. Pelo contrário. Tem de haver mesmo programas de assistência que possibilite que através do esforço, cada um possa acessar as oportunidades, e com a ajuda dos programas, conquistar aquilo que se sonha alcançar.
Porém, o que se vê são programas assistencialistas, sem exigência de nenhuma contrapartida, onde os políticos usam os programas assistencialistas para fazerem políticas, quando deveriam usar a política para fazerem assistência. É assim com a saúde, segurança, educação e com a rodovias de altos pedágios e péssimas condições.
E com o enfraquecimento intelectual do povo, com o aumento da dependência nos programas assistencialista, (já que esse comportamento é repassado para a prole), o sistema vai se fortalecendo cada vez mais, venezuelando o Brasil a cada dia, já que esta faixa da sociedade brasileira, é maioria absoluta, e determinante nas eleições.
Daí, que não será nenhuma surpresa a reeleição do atual presidente, que mesmo com um passado desfavorável, que sofreu vários processos, ter sido preso, ter como seu vice alguém que o chamou de ladrão por vezes nas TVs, ainda ter aprovação desta faixa da sociedade, pois atribuem a ele, (governo) tudo que chega até eles, mesmo sabendo que estes programas são mantidos pelos suores e impostos pagos por quem produz, e não somente pelos considerados ricos, mas por todos que trabalham e consomem.
Quero esclarecer que no meu entendimento, não há como culpar estas pessoas. Como digo no início do texto, elas são tão vítimas quanto os que mantém cheios os cofres públicos para patrocinar estas artimanhas, que são todos e qualquer contribuinte.
Os culpados são exatamente aqueles que se elegem para o SENADO, CÂMARA ESTADUAL, CÂMARA FEDERAL com o discurso de nos representar, mas que na verdade tem um único propósito, que é se manter no poder, e se corrompem tanto quanto.
São culpados também os órgãos fiscalizadores, como o Superior Tribunal Eleitoral, do Ministério Público, Tribunal de Contas, e principalmente o Supremo Tribunal Federal, todos com seus atos protecionistas, corporativistas, paternalistas. Que julgam PESSOAS, não as causas.
Dependendo da PESSOA, inocente. Dependendo da PESSOA, tá “lascado”!
Eu poderia ficar estático, quietinho com meus pensamentos. Mas vários sábios, assim como o fez Jesus Cristos, nos deixou algumas parábolas, e tem uma que diz...
“Quando os bons se calam, os maus Triunfam”
Mas é apenas o que penso. Não quer dizer que seja verdade absoluta.

