Estamos novamente diante de um enorme desafio, escolher aqueles “que deveriam ser nossos representantes” no dia 04 de outubro para as câmaras estaduais e federal, Governos estaduais, para o Senado e presidência da república.
É claro e notório que a maioria esmagadora dos candidatos não têm o POVO como objetivo principal. Uma metade tenta a todo custo se manter no VÍCIO do poder, enquanto a outra metade investe na tentativa de uma glamorosa carreira política.
Nas duas situações, as estratégias de campanha são muito parecidas. Elaborar um repertório bem articulado com as expectativas dos eleitores (se é que os eleitores as têm), fazer com que cada cidadão se sinta importante e com a sensação de estar inserido, abrindo pra nós outros, sorrisos abertos e abraços afetivos deixando a impressão de profunda amizade e proximidade.
E o povo vai continuar na prática de sempre, votando naqueles que poderão impactá-lo de forma direta, pensando no individual, (assim como o político), sem muita observância na necessidade coletiva.
A maioria deixa para decidir em quem votar no dia da eleição, e assim, vota nos candidatos de maior visibilidade, mesmo que estes não representem seus interesses, ou seguem o que é imposto pelas mídias das TVs, Rádios e nas Redes Sociais, e não podemos desconsiderar as pesquisas de intenção de votos, que é ferramenta muito utilizada por muitos eleitores para escolha de seus candidatos.
A outra parte vota por partidarismo. Meio que por “imunização cognitiva”, não se permitem analisar uma terceira opção, vota neste, porque não gosta daquele, por mais que a terceira opção pareça mais capaz e ofereça como propostas de governo futuro, um plano mais condizente e coerente com as possibilidades de serem realizadas.
Mas acostumamos a ouvir propostas mirabolantes, utópicas, tendo a certeza que jamais serão cumpridas, mas que ecoam bem aos ouvidos, então não pensamos duas vezes em nos caluniarmos, fingir acreditar, e depositar o voto nas urnas assim mesmo.
Gostaria muito que os cidadãos que se propõem a se candidatar, o fizesse com o intuito único de nos representar. Como gostaria muito que o POVO aprendesse a cobrar dos que forem eleitos, que eles sejam realmente nossos representantes e que defendam objetivamente nossos interesses.
Mas a realidade é desanimadora, o politico se elege através da apatia do povo, e se mantêm no poder através da vulnerabilidade do povo. E seu empenho no cargo, é sempre em prol si mesmo. As obras e Emendas parlamentares, não são em prol da sociedade, mas para fortalecer a imagem do autor. É só verificar os outdoors.
É preciso observar de forma mais minuciosa, utilizar o tempo que interagimos nas redes sociais, para conhecer de forma mais detalhada o regresso dos nossos pretensos candidatos, verificar qual é seu verdadeiro papel na sociedade, que o intitula merecedor dor nosso voto.
Quanto aqueles que já se encontram eleitos, deixar claro que executar enquanto está chefe do executivo, ou criar emendas e fiscalizar enquanto legislativo, não deverá jamais ser tema de campanha, pois nada mais é do que o cumprimento do dever, que por sinal, são muito bem remunerados para o fim.
Se elegemos é para governo futuro, então precisamos conhecer não é o feito em administrações passadas, mas o que se pode esperar para o futuro.
Mas sinceramente... É querer demais!!!

