O programa Gás do Povo tem sido alvo de crescentes queixas por parte dos beneficiários que dependem do auxílio para garantir o botijão de cozinha. Entre as principais reclamações registradas estão a cobrança de taxas consideradas abusivas por parte de alguns estabelecimentos e a ausência completa de revendas cadastradas em diversos municípios, o que obriga os usuários a se deslocarem por longas distâncias.
Em vários relatos, beneficiários afirmam que, ao tentarem realizar a retirada ou a compra com o subsídio, são surpreendidos com a exigência de pagamentos extras sob a justificativa de taxas de entrega ou custos operacionais. Essas cobranças, segundo os usuários, muitas vezes anulam parte do benefício concedido, sobrecarregando o orçamento de famílias que já se encontram em situação de vulnerabilidade econômica.
Além dos custos adicionais, o acesso físico ao benefício é outro obstáculo crítico. Em cidades do interior e em bairros periféricos, a falta de parceiros credenciados ao programa é um problema recorrente. Moradores de localidades sem revenda cadastrada relatam que precisam arcar com custos de transporte para buscar o botijão em municípios vizinhos, o que torna a logística inviável para muitos.
A falta de capilaridade do programa e a ausência de uma fiscalização rigorosa sobre as práticas comerciais dos revendedores cadastrados têm gerado indignação. Os beneficiários cobram das autoridades responsáveis uma atualização urgente na lista de estabelecimentos parceiros e canais de denúncia mais eficientes para coibir a cobrança de taxas indevidas, garantindo que o auxílio cumpra seu papel social sem gerar novos prejuízos à população.

