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Meio Ambiente

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SMMADS) publicou a Portaria nº 17/2026, que estabelece novas regras para a gestão, acompanhamento e fiscalização das parcerias no âmbito do programa "Amigos da Praça". A medida visa dar mais transparência, rigor técnico e padronização ao processo de adoção de áreas verdes, praças, jardins e canteiros centrais por empresas e cidadãos em Ribeirão das Neves.

Instituído pela Lei Municipal nº 2.819/2005 e regulamentado pelo Decreto nº 054/2009, o programa permite que pessoas físicas ou jurídicas assumam a manutenção e melhoria de espaços públicos. Com a nova portaria, o município cria um fluxo detalhado para recebimento de propostas, formalização de acordos e monitoramento contínuo das benfeitorias.

Criação do Grupo Gestor e Técnico

Uma das principais novidades da norma é a criação oficial do Grupo Gestor e Técnico, encarregado de avaliar a viabilidade de cada adoção e fiscalizar a execução dos projetos. A comissão permanente será formada por:

Gestor Técnico do Programa: Função exercida pelo Superintendente de Gestão de Programas Ambientais, responsável por coordenar a gestão geral;
Técnico de Planejamento e Paisagismo: Servidor especializado para avaliar o impacto urbanístico, enriquecimento vegetal e o desenho paisagístico;
Técnico de Acompanhamento da Execução: Responsável por realizar vistorias de campo e fiscalizar a conservação e manutenção dos espaços adotados;
Técnico Especialista: Profissionais temporários que poderão ser convocados para avaliar projetos mais complexos envolvendo obras estruturais, mobilidade, iluminação ou arborização.

Como funciona o processo de adoção

Os interessados em adotar uma praça ou canteiro na cidade deverão protocolar um pedido formal junto à SMMADS contendo dados de identificação, localização exata da área e uma proposta detalhada com os serviços de conservação, fornecimento de materiais ou intervenções que pretendem realizar.
Após a análise prévia do grupo técnico — que levará em conta a preservação do caráter público da área e o alinhamento com diretrizes ambientais como o Programa Verde Neves —, a parceria será formalizada por meio de um Termo de Cooperação, com prazo de vigência variando entre 1 e 4 anos.

Relatórios semestrais e fiscalização rigorosa

Para evitar o abandono ou a má conservação das áreas adotadas, a Portaria nº 17/2026 determina que o Grupo Gestor elabore Relatórios de Gestão Ambiental a cada seis meses. O documento reunirá registros fotográficos, avaliação do cumprimento do contrato e vistoria do estado de conservação do espaço.
A norma também deixa claro que a adoção de uma praça não transfere a posse ou propriedade do bem público ao parceiro e que eventuais descumprimentos do contrato poderão acarretar o encerramento da parceria e o retorno da gestão exclusiva ao município.

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Meio Ambiente

Ribeirão das Neves está entre os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte que podem ser impactados por uma possível intensificação da seca nos próximos anos. Uma nota técnica do Fórum Permanente São Francisco aponta que um episódio muito forte de El Niño em 2026 pode ser seguido por uma redução significativa na vazão do rio das Velhas, com cenário mais crítico previsto para 2028.
O rio das Velhas é um dos principais mananciais responsáveis pelo abastecimento da Grande BH. A Estação de Tratamento de Água (ETA) Bela Fama, em Nova Lima, utiliza as águas do rio e, segundo informações da Copasa citadas por O TEMPO, é responsável pelo fornecimento de água para cerca de 70% de Belo Horizonte e 43% da Região Metropolitana.
A análise considera dados de 55 anos e aponta que a vazão média do rio das Velhas na região metropolitana vem apresentando redução ao longo das décadas. Desde 1971, quando começaram as medições em Honório Bicalho, o fluxo médio teria caído cerca de 13%.
Segundo o pesquisador Euler Cruz, responsável pelo estudo, os efeitos mais severos podem aparecer depois da passagem do El Niño. A avaliação é de que 2027 pode apresentar um período de estiagem mais intenso, enquanto 2028 teria potencial para registrar uma situação ainda mais grave.

Em um cenário de El Niño muito forte, com aumento de até 3°C na temperatura das águas do Pacífico, a nota técnica estima que a vazão média do rio das Velhas poderia cair aproximadamente 47%, chegando a cerca de 15 metros cúbicos por segundo. Em uma situação ainda mais extrema, com aquecimento de 3,7°C, a redução poderia se aproximar de 60%.
Para Ribeirão das Neves, o cenário chama atenção principalmente pela dependência do sistema integrado de abastecimento da Região Metropolitana. Uma redução expressiva na disponibilidade de água do rio das Velhas pode aumentar a pressão sobre os sistemas responsáveis pelo fornecimento de água para os municípios da Grande BH.
Além dos efeitos do fenômeno climático, pesquisadores e representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas apontam fatores ambientais que podem agravar a redução da disponibilidade hídrica. Entre eles estão atividades de mineração, expansão urbana e a retirada de água subterrânea por meio de poços.
O Fórum Permanente São Francisco encaminhou recomendações à Copasa para antecipar medidas de prevenção. Entre as propostas estão a inclusão de cenários de redução da vazão nos planos de contingência do abastecimento da Região Metropolitana, a revisão de outorgas e do rebaixamento de aquíferos e o controle de captações irregulares.

A Copasa informou que está avaliando a nota técnica e afirmou que acompanha continuamente as condições dos mananciais. A empresa também destacou intervenções na ETA Bela Fama, incluindo a implantação de um sistema de ultrafiltração como etapa adicional de segurança no tratamento da água.
Apesar do alerta, especialistas ressaltam que os efeitos do El Niño podem variar. Dados do Cemaden apontam que o fenômeno já está estabelecido no Pacífico Equatorial e indicam possibilidade de temperaturas acima da média e alterações no regime de chuvas. Os modelos climáticos, porém, estão sujeitos a mudanças conforme a evolução das condições atmosféricas e oceânicas.
O cenário projetado reforça a necessidade de planejamento antecipado para os municípios da Grande BH, incluindo Ribeirão das Neves, especialmente diante da possibilidade de períodos prolongados de estiagem e de redução da vazão dos mananciais utilizados no abastecimento.

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Meio Ambiente

A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, abriu o processo de cadastramento para organizações não governamentais (ONGs), entidades e protetores independentes que atuam na causa animal na cidade.

O objetivo da iniciativa é identificar os agentes que já desenvolvem trabalhos de proteção em diferentes regiões do município, permitindo a organização de dados e o estabelecimento de um canal de diálogo direto entre o poder público e a sociedade civil.

Planejamento e Ações Conjuntas
De acordo com a administração municipal, o levantamento permitirá o planejamento de estratégias específicas, como:

Campanhas de conscientização e educação ambiental;

Ciclos de palestras e encontros técnicos;

Ampliação da rede de cuidado e monitoramento do bem-estar animal.

A gerente de Proteção e Bem-Estar Animal, Roberta Sapori, destaca que o cadastro é uma etapa fundamental para a construção de ações integradas. “A proposta é reunir essas pessoas e instituições para que possamos avançar de forma organizada, ouvindo quem já conhece de perto essa realidade”, explica a gerente.

Como participar
A participação de representantes de ONGs e protetores autônomos é considerada essencial para que as futuras políticas públicas sejam conectadas à realidade local. Os interessados em integrar a rede municipal de proteção animal devem realizar a inscrição exclusivamente pela internet.

O formulário oficial de cadastramento está disponível no link:https://ribeiraodasneves.mg.gov.br/ribeirao-das-neves-inicia-cadastramento-de-ongs-e-protetores-independentes-da-causa-animal/

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Meio Ambiente

No próximo sábado, 29 de novembro, moradores, lideranças comunitárias e defensores do meio ambiente irão às ruas para participar da Caminhada Ecológica “Salve a Lajinha!”, em defesa do território da Lajinha, importante área verde e de memória em Ribeirão das Neves.
A concentração está marcada para às 7h30, no Quilombo do Rosário, com saída prevista às 8h. A caminhada busca mobilizar a população em torno da preservação da natureza e da valorização dos territórios tradicionais, diante das ameaças ambientais que cercam a região.
Com o lema “A Lajinha resiste quando a gente existe”, o ato é um chamado à resistência e à conscientização sobre a importância da Lajinha como espaço de vida, e biodiversidade.
A mobilização é aberta ao público e espera reunir moradores de diversas regiões da cidade, movimentos sociais, ambientalistas e apoiadores da causa.

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Meio Ambiente

Trabalho realizado em 2022 contemplou o plantio de mudas nativas para a restauração local

A Copasa se compromete com a sustentabilidade e a preservação ambiental por meio de ações concretas de plantio e recuperação de mananciais. Um exemplo deste empenho é o trabalho realizado em 2022, na Cidade dos Meninos, em Ribeirão das Neves, onde a empresa atuou na recuperação florestal e de fontes hídricas.

Durante uma visita recente à Cidade dos Meninos, a Copasa pôde verificar a ação realizada em 2022, que apresenta resultados duradouros nos dias de hoje. Na ocasião foram plantadas mais de 5.600 mudas nativas, em uma área de 4,87 hectares, além da implantação de 1.750 metros de cerca. A prática foi essencial para a recomposição do local e para a proteção do solo ao redor dos cursos d’água.

Para a gerente de Desenvolvimento Ambiental da Copasa, Luciana Campos, as intervenções foram fundamentais para a recuperação de mananciais. “A vegetação nativa desempenha um papel crucial na manutenção da saúde dos mananciais, atuando como um filtro natural, controlando a erosão e favorecendo a infiltração da água no solo, o que recarrega os aquíferos e garante o fluxo contínuo das nascentes”, afirma.

O sucesso da recuperação na Cidade dos Meninos é visto por aqueles que vivenciam de perto os benefícios dessa parceria. A superintendente geral do Sistema Divina Providência, Dolores Bertila, expressa sua gratidão pelo trabalho da Copasa. “Aqui da fazenda da Cidade dos Meninos é possível ver o trabalho que a Copasa fez de recuperação do nosso espaço com o plantio de árvores e a recuperação de nascentes. A Copasa já é uma grande parceira nossa e fez esse trabalho magnífico. A natureza é bondosa e hoje está tudo recuperado”, ressalta.

As ações da Copasa em Ribeirão das Neves são parte de um esforço contínuo da companhia para promover a sustentabilidade em todas as operações. A empresa entende que os serviços de saneamento de qualidade estão ligados à conservação ambiental e, por isso, investe em programas que visam a proteção e a recuperação de áreas de importância hídrica.

A inciativa é uma expressão concreta da realização do propósito da Companhia de cuidar da água e gerar valor para as pessoas.

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Moradores do bairro Tropical, em Ribeirão das Neves, foram surpreendidos nesta semana com a presença inusitada de um macaco-prego circulando pelas ruas da região. O flagrante foi registrado em vídeo por internautas e rapidamente repercutiu nas redes sociais.

De acordo com o biólogo Rafael Ramos, o animal é, de fato, um exemplar de macaco-prego, identificado pelo porte e características da cabeça. Embora a presença desse tipo de primata em áreas urbanas seja considerada rara, a proximidade do bairro com a Área de Proteção Ambiental (APA) da Lajinha pode justificar o deslocamento do animal.

Especialistas alertam que, em muitos casos, esses animais são capturados ainda filhotes e mantidos ilegalmente como animais de estimação. Com o tempo, podem fugir ou ser abandonados, colocando em risco tanto sua própria sobrevivência quanto a segurança da população.

A orientação é para que a população evite qualquer tipo de contato ou interação com o animal e, em caso de risco, acione os órgãos responsáveis:

- SOS Silvestres: (31) 99462-4867
- Corpo de Bombeiros: 193
- Polícia Militar: 190

A presença do macaco-prego reforça a necessidade de preservação ambiental e do combate ao tráfico de animais silvestres.

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Meio Ambiente

Massa de ar polar deve se estender até o fim da semana, gerando recorde de temperaturas baixas de até 10° C. Semana começou com chuva fina em alguns pontos da capital.

Uma frente fria chega a Região Metropolitana de Belo Horizonte nesta quarta-feira (11), que deve ter recorde de temperaturas baixas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta será a primeira onda de frio na Região Metropolitana da capital.

A explicação para a queda na temperatura é a previsão da chegada de uma massa de ar polar na sequência de uma frente fria. O clima mais frio deve ser sentido até o fim da semana, com mínimas chegando a 10°C.

Até o momento, as temperaturas mais baixas só atingiram a Região Sul do estado.

"A menor temperatura do ano, em BH, foi no dia 17 de maio, com mínima de 12.1° C [durante a madrugada]. Agora nós vamos ter uma nova massa de ar frio no sudeste do país, provocando mínima de 10 ° C no fim de semana na capital. No Sul do estado, o frio será ainda mais severo, com temperaturas atingindo próximo de 0°C e com perspectiva de geada", explicou o meteorologista do Inmet, Claudemir de Azevedo.

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Meio Ambiente

Com a intensificação das mudanças climáticas provocadas pela ação humana no meio ambiente, têm aumentado os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul.
No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros, na relação consta Ribeirão das Neves.
“O aumento na frequência e na intensidade dos eventos extremos de chuvas vêm criando um cenário desafiador para todos os países, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extensão territorial, como o Brasil”, diz o estudo do governo federal.
As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.
O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.
O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos em infraestrutura em todo o país.


Populações pobres


As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.
“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.
“[A nota técnica deve] subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções do Novo PAC em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água”.

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Ventania assustou moradores que registraram nuvens de poeira; capital e região metropolitana estão em alerta de pancadas de chuva.
Durante a ventania, um telhado de zinco chegou a se desprender e cair na rua em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Conforme o Corpo de Bombeiros, a estrutura ficou escorada na rede elétrica. O local está isolado e aguarda os trabalhos da Cemig. Não houve registro de feridos.


BH e região metropolitana estão em alerta de possibilidade de pancadas de chuva. A previsão é que a partir desta sexta-feira (15/9), a temperatura caia e o tempo fique mais instável. Isso porque uma frente fria passa pelo Sudeste do país.

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Os vereadores de Ribeirão das Neves mantiveram, nesta terça-feira (19), o veto do prefeito Junynho Martins (DEM) à emenda modificativa nº 021-c/2020, apresentada ao Projeto de Lei Complementar 008/2019, que institui o Plano Diretor de Ribeirão das Neves. Com isso, a emenda que pretendia alterar o zoneamento no entorno da região da Lajinha foi derrubada.

A apreciação do veto causou enorme polêmica durante a fala franca dos parlamentares. Ramon do Girico e Fábio Caballero se posicionaram claramente à emenda modificativa, enquanto Vanderlei Delei e Messias Veríssimo defenderam a preservação ambiental da região, que fica localizada entre o fim do bairro Porto Seguro, na região Central, e o Paraíso das Piabas, no distrito de Justinópolis. Ao fim da votação, 9 vereadores foram favoráveis à manutenção do veto e 4 foram contrários.

A emenda foi proposta durante audiência pública no mês de fevereiro e aprovada junto ao texto final do PL, em março. Posteriormente, a proposta foi vetada pelo chefe do Poder Executivo e também recebeu parecer contrário da comissão que analisou o veto.

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