Uma ação policial realizada ontem (22) nas imediações do Complexo Penitenciário Público-Privado (PPP) de Ribeirão das Neves resultou na morte de um suspeito, na apreensão de duas armas de fogo e na recuperação de um veículo roubado.
A ocorrência mobilizou equipes do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (GEPAR) do 40º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais. A Interceptação e o ConfrontoSegundo informações divulgadas pela Polícia Militar, guarnições realizavam patrulhamento de rotina na região quando avistaram dois automóveis e uma motocicleta em atitude suspeita em frente ao acesso principal da unidade prisional. Ao notarem a aproximação dos militares, os ocupantes de um dos veículos tentaram fugir. De acordo com a corporação, diversos homens encapuzados estavam no interior do veículo. Mesmo após ordens verbais de parada, o motorista desobedeceu e iniciou uma tentativa de fuga em alta velocidade.
Durante a perseguição, os suspeitos abandonaram o carro e correram em direção a uma área de mata fechada nas proximidades. Houve troca de tiros entre os fugitivos e os policiais. Durante o confronto, um dos homens foi atingido. Ele chegou a ser socorrido pelas equipes policiais, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado. A identidade do homem até o momento não foi divulgada oficialmente. Apreensões e Suspeita de Ação do Crime OrganizadoApós varreduras na área de mata, as equipes do GEPAR apreenderam duas armas de fogo que estavam em posse dos suspeitos. Ao consultarem os dados do automóvel utilizado na fuga, os militares constataram que o veículo possuía sinalização de roubo.
A movimentação nas imediações do complexo prisional levantou alertas sobre a intenção do grupo. Entre as hipóteses trabalhadas pela Polícia Militar estão: Atentado contra rival: A possibilidade de o grupo estar aguardando a saída temporária ("saidinha") de um detento rival para executá-lo. Escolta de liderança: A suspeita de que os homens armados estivessem no local para fazer a segurança ou escolta de uma liderança do crime organizado beneficiada pela saída temporária. A Polícia Civil e as autoridades competentes acompanham o caso para apurar a real motivação do grupo e identificar os demais envolvidos que conseguiram fugir.