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SALVADOR TOMÉ

  • Morre Salvador Tomé da Silva, figura histórica do sistema prisional e da memória de Ribeirão das Neves


    Servidor de 90 anos atuou na saúde do sistema prisional desde 1957, participou da fundação de serviços em diversas unidades de Minas e eternizou sua trajetória em livro publicado em 2026.

    Morreu na última segunda-feira, 12 de outubro de 2026, aos 90 anos, Salvador Tomé da Silva. Figura tradicional e marcante na história de Ribeirão das Neves, Salvador dedicou quase sete décadas de sua vida ao trabalho no sistema prisional mineiro e à preservação da memória local.

    Servidor lotado na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, Salvador teve morte natural. Sua trajetória no sistema prisional teve início em 1957, atuando ininterruptamente em áreas ligadas à saúde. Ao longo de sua carreira, teve papel pioneiro na implantação de serviços de assistência à saúde em diversas unidades prisionais de Minas Gerais, incluindo complexos em Juiz de Fora, Teófilo Otoni e na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

    A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) emitiu uma nota de pesar e a Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) fez homenagens ao servidor em seu velório, realizado ontem (13).
    Além da marcante atuação profissional e comunitária em Ribeirão das Neves, Salvador Tomé da Silva eternizou suas memórias e sua vivência recente em forma de literatura. No ano de 2026, ele realizou o feito de publicar o livro "A cidade cresce, o homem aparece", obra na qual reuniu relatos, memórias e reflexões sobre as transformações urbanas, sociais e humanas que acompanhou ao longo de nove décadas.

    O velório de Salvador Tomé ocorreu na terça-feira (13/10), no Bairro Savassi, em Ribeirão das Neves, e o sepultamento foi realizado no Cemitério Senhor da Paz. Salvador deixa um legado de serviço público, pioneirismo e amor à história nevense.

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