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ROMPIMENTOS ADUTORAS

  • Copasa culpa o frio por vazamentos na Região Metropolitana, rede de 60 anos revela gargalo na RMBH


    A sequência de rompimentos de adutoras que afetou o abastecimento em bairros de Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves e municípios vizinhos nos últimos dias colocou em evidência a fragilidade da infraestrutura hídrica na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Copasa atribuiu os episódios à queda de temperatura, mas a recorrência das falhas expõe o impacto de uma rede subterrânea defasada na rotina de milhares de moradores.

    Segundo a companhia, o frio provoca a retração térmica dos materiais, tornando os canos rígidos e vulneráveis a trincas. Além disso, a redução no consumo de água durante o período de baixas temperaturas eleva a pressão interna no sistema, forçando trechos fragilizados.

    O problema ganha proporções regionais devido ao modelo do sistema de distribuição: na Grande BH, são cerca de 20 milhões de metros de tubulações integradas, com trechos operando há mais de 60 anos. O relevo acidentado do colar metropolitano com desníveis de até 400 metros entre diferentes localidades exige bombeamento intenso e altíssima pressão contínua.

    Quando uma adutora de grande porte cede em vias estruturantes ou divisas municipais, o efeito em cadeia atinge o trânsito metropolitano e suspende o fornecimento de água de forma simultânea em bairros da capital e de cidades contíguas.

    A Copasa nega que os vazamentos estejam fora dos patamares históricos para esta época do ano e descarta relação entre os incidentes e as discussões sobre a privatização da empresa. Contudo, para quem depende do serviço nos municípios do entorno, a sucessão de reparos emergenciais reforça a cobrança por investimentos preventivos na malha hídrica regional.

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  • MP-MG investiga suspeita de sabotagem em rompimento de adutoras da Copasa


    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga a suspeita de que o recente rompimento de adutoras de água tenha sido provocado por atos de sabotagem. A hipótese foi levantada pela própria Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e apresentada às autoridades durante uma reunião na última segunda-feira.

    O encontro contou com a participação do presidente da Copasa, que levou formalmente o caso ao conhecimento do Ministério Público para que as circunstâncias dos incidentes sejam apuradas. As falhas nas adutoras provocaram vazamentos de grande proporção e afetaram o abastecimento de água.

    A Copasa confirmou que está atuando em cooperação direta com a promotoria para esclarecer o ocorrido e identificar possíveis responsáveis. O MPMG deve acompanhar os desdobramentos para determinar se houve intervenção humana intencional na infraestrutura do sistema de abastecimento.

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