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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

  • Movimento negro e quilombos se reúnem com Secretaria de Educação para consolidar diretrizes de ensino


    No último dia 30, Ribeirão das Neves deu mais um importante passo para garantir que a Lei 10.639/03 (Lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio) seja efetivamente cumprida em nossa cidade!

    O Quilombo Irmandade Nossa Senhora do Rosário de Justinópolis, junto ao Frente Negra Riberão das Neves, esteve reunido com a Secretaria de Educação do município, para reforçar a urgência de uma educação antirracista que reconheça e valorize a História negra do nosso país.

    O projeto denominado "Educação Quilombola Já!", idealizado e desenvolvido pela professora quilombola nevense, Natany Louise, foi discutido e sua implementação pleiteada. Alguns dos encaminhamentos foram: a construção de um formulário para quantificar e notificar a quantidade de estudantes quilombolas no município e a construção e aprovação de uma cartilha antirracista, a ser e distribuída, nas escolas, ainda no mês de abril de 2026. "O Quilombo está na educação, na saúde, na cultura, no coletivo, em todo lugar! De modo ancestral, e muito eficaz, ele aprende, educa, ensina... Por isso, a necessidade de se oficializar a sabedoria ancestral de meu povo!", afirma Natany Louise.

    A educação quilombola emerge como uma prática essencial, visto que fortalece saberes ancestrais, vínculos comunitários e reorganiza pactos civilizatórios de Bem Viver. Desenvolvida a partir das vivências dos territórios tradicionais, essa modalidade de ensino respeita cultura e identidades, garantindo protagonismo às populações quilombolas e promovendo equidade no acesso ao conhecimento.

    Dessa forma, práticas educativas que não contam “uma história única” (Chimamanda Adichie), constituem estratégias de enfrentamento ao racismo, uma vez que combatem estereótipos, desconstroem narrativas excludentes e fomentam consciência crítica desde a infância.

    Ao valorizar histórias invisibilizadas e reconhecer heranças culturais africanas e afro-ameríndias, as escolas tornam-se espaços de transformação e justiça social.

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