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Política

O Senado Federal aprovou, na última terça-feira (24/03), o Projeto de Lei (PL) 896/2023, que criminaliza a misoginia no Brasil. O texto equipara a prática ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível, conforme as diretrizes da Lei 7.716/1989.

Definição e Penalidades
De acordo com a proposta, a misoginia é definida como qualquer conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, fundamentada na crença de supremacia do gênero masculino.

A proposta altera a legislação vigente para incluir a discriminação por gênero. As principais sanções previstas são:

Prática ou incitação à discriminação: Reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Injúria misógina (ofensa à dignidade ou decoro): Reclusão de 2 a 5 anos e multa.

O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e contou com a relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), sendo aprovado por unanimidade no plenário.

Tramitação
O PL 896/2023 já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pela Câmara dos Deputados. No entanto, como o Senado realizou alterações no texto original durante esta última votação, a matéria deve retornar para uma nova análise dos deputados federais antes de seguir para a sanção ou veto da Presidência da República.

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Política


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o ex-prefeito de Ribeirão das Neves, Junynho Martins, dois ex-secretários municipais, um ex-procurador-geral do município e três sócios da Houer Consultoria e Concessões por dispensa de licitação, em 2017, fora da previsão legal, causando prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 4,4 milhões em valores atualizados.
De acordo com a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), os denunciados atuaram para dispensar processo licitatório, por meio da adesão ilícita à Ata de Registro de Preços (ARP) do município de Contagem.
O objetivo era contratar diretamente a empresa Houer Consultoria, que integrava o Consórcio Tagtree, habilitado pela ARP para fornecer serviços à Administração Pública. Os donos da empresa eram próximos do ex-prefeito e do ex-secretário municipal de Planejamento.
Pelo contrato, seriam fornecidos 30.250 horas de serviço técnico para projeto de reestruturarão administrativa 2017-2020 ao município de Ribeirão das Neves.
A adesão à Ata de Registro de Preço foi concretizada pelos denunciados mesmo após um procurador Municipal concursado alertar, na época, que o procedimento resultaria em pagamento por serviço não usufruído pelo município.
Ele ainda, segundo as investigações, em parecer sobre a viabilidade do contrato, alegou que a adesão a ARP geraria desvantagem econômica aos cofres públicos.
Entretanto, seu parecer foi desconsiderado pelo procurador-geral do município, que assumiu a função comissionada após atuar como advogado de campanha do ex-prefeito.
De acordo com a denúncia do MPMG, informações obtidas de um computador do município apontaram que a reanalise feita pelo então procurador-geral do município, concordando com a adesão, após parecer contrário do procurador municipal efetivo, teria sido feita, na verdade, pelo secretário municipal de Planejamento e por integrante da empresa contratada posteriormente para prestar os serviços técnicos ao município.
Durante a apuração do caso, o MPMG constatou também outros problemas na contratação da empresa sem licitação, como ausência de vantagem econômica ao município que justificasse à adesão à Ata de Registro de Preços e falta de ampla pesquisa de preço de mercado para fundamentar a escolha dessa modalidade.
“Existiam diversas empresas do ramo que poderiam ter participado de eventual procedimento licitatório de concorrência, ofertando melhores preços, se o ex-prefeito tivesse optado pela licitação”, afirmou o procurador de Justiça Cristovam Fernandes Ramos Filho.
O que se buscava com a contratação do consórcio Tagtree era, na verdade, contratar a Houer Consultoria sem licitação, conforme as investigações, uma que a empresa não possuía funcionários para a realização do serviço ao município de Ribeirão das Neves, o que a levou a contratar consultores para prestar os serviços, “acarretando, portanto, subcontratação na execução”.
Investigações apontaram ainda que os secretários de Planejamento e de Planejamento e Urbanismo, este último irmão do ex-prefeito, entre 2018 e 2019, autorizaram o pagamento de horas de trabalho adicionais sem que houvesse previsão contratual. Ao todo, teriam sido pagos 6.960 horas de serviço além do estabelecido em contrato, o que gerou um superfaturamento contratual de R$ 1.267.815,22 em valores atualizados.
Tentamos contato com o ex-prefeito, mas ainda não fomos atendidos, o portal está a disposição para respostas.

As informações são do Ministério Público de Minas Gerais

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Política

O vice-governador Mateus Simões tomou posse como governador de Minas Gerais neste domingo (22/3), em reunião solene na Assembleia Legislativa (ALMG).
A transição ocorre devido à renúncia de Romeu Zema, conforme anunciado previamente.

Metas da Nova Gestão

Em seu discurso de posse, Simões detalhou os eixos centrais de sua administração para os próximos meses:
Governo Itinerante: A partir de 26 de março, a sede administrativa do Estado será transferida temporariamente para cada uma das 16 regiões mineiras. A estratégia visa descentralizar a gestão e acompanhar demandas locais presencialmente.
Equilíbrio Fiscal: O governador destacou a continuidade do trabalho de ajuste nas contas públicas e a importância do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Continuidade de Programas: A gestão manterá o foco na entrega de obras e na expansão de programas como o Trilhas de Futuro.

Segurança Pública: Reforçou a diretriz de combate ao crime organizado e à violência contra a mulher.

Perfil do Governador

Mateus Simões, 45 anos, é natural do Triângulo Mineiro. Mestre em Direito e professor universitário, possui trajetória no setor público e privado:
Foi procurador da ALMG e vereador em Belo Horizonte (2017-2020).
Atuou como secretário-geral de Governo na primeira gestão de Zema.
No setor privado, é empresário e produtor rural.

O Rito de Posse

A cerimônia seguiu os protocolos constitucionais, incluindo a entrega da declaração de bens e o compromisso de respeitar as Constituições Federal e Estadual. Simões assume o cargo para completar o mandato da chapa eleita em primeiro turno nas eleições de 2022.

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O Senado aprovou, na quarta-feira (18), o Projeto de Lei 2.942/2024, que endurece as medidas de proteção a mulheres e crianças em situação de violência doméstica. A nova regra determina a instalação imediata de tornozeleira eletrônica no agressor logo após a denúncia na delegacia, sempre que houver risco iminente à vida ou à integridade física e psicológica da vítima ou de seus dependentes.
A proposta, de autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS), contou com a relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). Como foi aprovado sem alterações no Senado, o texto segue agora para sanção da Presidência da República.
Atualmente, a Lei Maria da Penha prevê o monitoramento eletrônico como uma opção, mas não o classifica formalmente como uma medida protetiva de urgência. Com a nova legislação, o uso do equipamento deixa de ser facultativo e passa a ser uma determinação de aplicação imediata em casos de perigo atual.
Um dos pontos centrais do projeto é a descentralização da medida. Em cidades que não são sede de comarca — ou seja, que não possuem juiz residente —, o delegado de polícia terá autoridade para determinar o uso da tornozeleira. Até então, o afastamento imediato do agressor do lar era a única medida que a autoridade policial podia adotar nessas localidades sem ordem judicial prévia.
Para garantir a segurança jurídica, o procedimento seguirá um rito rigoroso:

Prazo: O delegado deve comunicar a decisão ao juiz em até 24 horas.
Validação: O magistrado decidirá sobre a manutenção ou revogação da medida.
Fiscalização: O Ministério Público deverá ser notificado imediatamente sobre a decisão judicial.

Investimento em Segurança

Além da mudança na regra, o PL amplia o direcionamento de recursos públicos para a compra de equipamentos de monitoramento. O objetivo é garantir que os estados e municípios tenham estoque suficiente para atender à demanda de urgência e assegurar que nenhuma vítima fique desprotegida por falta de dispositivos disponíveis.

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O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (12), um robusto pacote econômico para blindar o mercado interno contra a volatilidade do petróleo. A estratégia, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, combina a desoneração tributária com o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O foco central é o óleo diesel, combustível vital para o escoamento da safra agrícola e o transporte de cargas. Segundo o Palácio do Planalto, as medidas visam conter o "efeito cascata" da crise internacional sobre a inflação dos alimentos.

Manobra Fiscal: Desoneração e Compensação
Para viabilizar a redução de R$ 0,64 por litro no preço final ao consumidor, o governo editou um decreto zerando as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel. O impacto fiscal da medida é estimado em:

Renúncia de receita: R$ 20 bilhões.

Subvenção a importadores e produtores: R$ 10 bilhões.

A compensação financeira virá da criação de um imposto temporário de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa taxação possui caráter extrafiscal, servindo não apenas para arrecadar, mas para incentivar as petroleiras a priorizarem o refino e o abastecimento do mercado nacional em vez de buscarem lucros extraordinários no exterior.

Fiscalização e Combate à Especulação
A ANP recebeu diretrizes para endurecer a vigilância sobre toda a cadeia — de refinarias a postos de combustíveis. O objetivo é garantir que a redução dos impostos chegue, de fato, às bombas e não seja absorvida pelas margens de lucro das distribuidoras.

"A fiscalização terá critérios objetivos para identificar armazenamento injustificado e aumentos sem lastro técnico", reforçou Haddad.

Repercussão no Setor Produtivo
O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Minas Gerais (Setcemg) e o Minaspetro (que representa os postos) manifestaram apoio cauteloso. Enquanto as transportadoras celebram o alívio no custo do frete — onde o diesel representa até 40% das despesas —, os donos de postos alertam para práticas de "venda casada" e restrições de oferta impostas por grandes distribuidoras.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que a manutenção da Política de Preços da Petrobras não foi alterada, mas que o Estado usará seus instrumentos regulatórios para evitar que crises geopolíticas desabasteçam o país ou inviabilizem a atividade econômica.

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A política de desonerações tributárias adotada pela gestão de Romeu Zema (Novo) projeta um impacto acumulado superior a R$ 120 bilhões em renúncias fiscais até o final de 2026. O volume é expressivo: representa quase 70% do saldo devedor que o estado de Minas Gerais mantém atualmente com a União, um dos maiores entraves fiscais da federação.
Desde o início da gestão, em 2019, o salto nas isenções foi de 313%. Enquanto o primeiro ano de governo registrou R$ 6,1 bilhões em tributos não recolhidos, a previsão para 2026 atinge a marca histórica de R$ 25,2 bilhões.

Um ponto de atenção levantado por analistas é que os valores efetivamente renunciados têm superado, sistematicamente, as estimativas oficiais apresentadas anualmente na Lei Orçamentária.

Ano Valor da Renúncia (R$)
2019 "6,1 bilhões"
2026 (Previsão) "25,2 bilhões"
Total Acumulado (Est.) +120 bilhões

A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG) sustenta que essa abdicação de receita não é um "gasto perdido", mas sim uma ferramenta de competitividade. Segundo a pasta, a estratégia é fundamental para:
Atração de novos complexos industriais;
Fortalecimento de setores estratégicos da economia mineira;
Fomento à geração de emprego e renda no longo prazo.

Por outro lado, críticos da medida questionam a falta de transparência sobre o retorno social desses incentivos e o impacto direto no caixa do estado, que busca alternativas para o pagamento da dívida bilionária junto ao Governo Federal e tenta aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

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