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Segurança

A precariedade estrutural e o deficit de pessoal marcam o cotidiano dos cerca de 350 policiais penais do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves.
Em visita técnica realizada na manhã desta quinta-feira (12/03), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), liderada pelo deputado Sargento Rodrigues (PL), constatou um cenário de abandono que compromete tanto a segurança quanto a saúde dos servidores.

Colapso Estrutural e Segurança Perimetral

A fiscalização apontou que as dez guaritas responsáveis pela segurança externa estão sucateadas. O relatório preliminar descreve:
Degradação: Janelas e banheiros danificados, rachaduras severas e desabamento de partes da alvenaria dos muros.
Vulnerabilidade: No momento da visita, apenas duas das dez guaritas estavam ocupadas. A falta de policiamento no perímetro expõe a unidade a riscos externos e tentativas de fuga.

Superlotação Extrema: 250% da Capacidade

A situação dos detentos reflete diretamente na carga de trabalho dos policiais. Atualmente, o presídio opera com uma superlotação crítica:
Capacidade: Celas projetadas para seis detentos abrigam, hoje, 28 pessoas.
Proporção: A unidade vigia 2.290 presos com um efetivo total de aproximadamente 350 servidores, que se dividem em turnos. Segundo os próprios policiais, seriam necessários, no mínimo, 450 profissionais para garantir a operacionalidade básica.

Condições de Trabalho Degradantes

Acompanhado pelo presidente do Sindppen-MG, Jean Carlos Otoni Rocha, o parlamentar percorreu setores como o Anexo I e II, Núcleo Jurídico e Portaria. A inspeção revelou que as áreas de suporte aos servidores — essenciais para quem cumpre regime de plantão — estão em estado crítico:
"O que se viu atesta que os policiais penais foram abandonados pelo Estado. Alojamentos, banheiros e cozinhas estão em condições que dificultam o suporte às longas horas de vigilância", afirmou Sargento Rodrigues.
Os piores problemas foram encontrados no Anexo II, onde a combinação de estrutura física debilitada e higiene precária é mais evidente.

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Segurança

Usuárias do aplicativo Uber em Belo Horizonte agora contam com um recurso voltado para aumentar a segurança e o conforto em suas viagens: a possibilidade de priorizar corridas com motoristas mulheres. A iniciativa, que vem sendo expandida gradualmente para capitais brasileiras, visa conectar passageiras e condutoras que se sintam mais à vontade compartilhando o trajeto com o mesmo gênero.

Como funciona o recurso
Diferente de uma categoria fixa (como o UberX ou Comfort), a funcionalidade atua como um filtro de preferência. Confira os detalhes de como ela opera na prática:

Prioridade, não exclusividade: O sistema busca primeiramente por condutoras mulheres nas proximidades. Caso não haja nenhuma disponível no momento, o aplicativo questiona se a usuária deseja aguardar mais tempo ou seguir com a busca padrão (que inclui motoristas homens).

Ativação via Perfil: A configuração deve ser feita diretamente nos ajustes de conta da passageira, sinalizando a preferência pelo público feminino em categorias como UberX.

Disponibilidade Gradual: A ferramenta está sendo liberada em fases. Portanto, a visualização do recurso depende da atualização da conta de cada usuária e da densidade de motoristas mulheres na região de Belo Horizonte.

O Programa U-Elas

Essa expansão faz parte do programa U-Elas, lançado originalmente para permitir que as motoristas escolham levar apenas passageiras mulheres. Agora, a via de mão dupla busca equilibrar a plataforma, oferecendo o mesmo senso de escolha para quem solicita a viagem.
Vale lembrar que, por questões de logística e oferta, o tempo de espera pode ser superior ao de uma corrida convencional, já que a frota feminina ainda é minoritária na plataforma.

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Segurança

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) reforçou o sistema de fiscalização e assistência penal no estado. Por meio de um convênio entre a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, e as diretorias de Gestão de Vagas (SGVC) e Monitoramento Eletrônico (DME), 14 novos profissionais foram incorporados à equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento de indivíduos sob monitoração eletrônica.

A iniciativa visa consolidar a política de fiscalização em Minas e viabilizar um projeto-piloto na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O foco está na ampliação do suporte técnico, no atendimento integrado aos monitorados e no fortalecimento da rede de proteção às vítimas amparadas por medidas protetivas.

Integração e Capacitação
Entre os dias 5 e 6 de março, os novos servidores — psicólogos, analistas técnico-jurídicos e assistentes sociais — participaram de uma recepção institucional e capacitação na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A diretora-geral da DME, Denia Samione, conduziu a apresentação sobre os fluxos de trabalho e destacou a importância da atuação conjunta dessas áreas para a humanização do sistema.

Durante o evento, os Analistas Técnicos Jurídicos (ATJ) receberam treinamento específico ministrado pela diretora Juliana Galo, com orientações sobre os procedimentos jurídicos necessários para a execução rigorosa das medidas.

"O trabalho integrado entre as áreas social, psicológica e jurídica garante um atendimento contínuo e humanizado, contribuindo tanto para a efetividade das decisões judiciais quanto para a segurança das vítimas que dependem da rede de apoio", afirmou Denia Samione.

Os profissionais realizarão atendimentos individuais, fornecerão orientações técnicas e farão encaminhamentos para a rede de assistência social. O objetivo é garantir que o monitorado receba o suporte necessário para o cumprimento da pena, ao mesmo tempo em que se assegura que as restrições judiciais em favor das vítimas sejam respeitadas.

Com a nova estrutura, a DME passa a oferecer atendimento qualificado todos os dias da semana, assegurando prontidão na gestão dos casos.

Projeto-Piloto na RMBH
O novo modelo implementado na Grande BH busca aprimorar o processo de admissão e o acompanhamento técnico ao longo de toda a medida judicial. Atualmente, Minas Gerais possui 11.062 monitorados ativos, sendo que quase metade (4.880) concentra-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com este investimento, a Sejusp reafirma seu compromisso com a modernização da execução penal, unindo tecnologia de vigilância a um acompanhamento psicossocial robusto e contínuo.

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Segurança

Homem saiu de Ribeirão das Neves, segundo a PM, após afirmar que iria “resolver a situação” com a ex-companheira; abordagem encontrou pistola com numeração suprimida.

Na tarde de terça-feira (24), dois homens foram presos pela Polícia Militar por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e ameaça em Serra Azul de Minas, no Leste do estado. A corporação informou que um dos detidos teria viajado de Ribeirão das Neves até a cidade após reiterar ameaças de morte contra a ex-companheira.

Segundo a PM, a mulher relatou que vinha sendo ameaçada continuamente desde o fim do relacionamento. Ela afirmou que o ex-companheiro não aceitava a separação e que ele teria dito que iria ao município para “resolver a situação”, citando também o atual namorado dela.

Com a denúncia, equipes da Polícia Militar montaram um cerco para localizar o carro usado pelos suspeitos. O veículo foi interceptado quando chegava à cidade.

Durante a busca, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm, com numeração suprimida, carregada com 11 munições intactas.

O ex-companheiro da vítima e o homem que o acompanhava foram detidos. A arma e as munições foram entregues na Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo andamento das investigações.

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Segurança

Um desentendimento entre vizinhos terminou em tragédia na noite deste domingo (7), no bairro Lídice. Miguel Gomes da Costa, de 65 anos, foi morto a facadas dentro de sua própria residência. O suspeito do crime, José Luiz da Silva, de 69 anos, foi preso em flagrante.


Ao chegarem ao local, policiais militares encontraram o suspeito com as mãos e roupas sujas de sangue. De acordo com o boletim de ocorrência, José Luiz apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da abordagem. A arma utilizada no crime, uma faca, foi apreendida.


A Polícia Militar informou que o conflito teria sido motivado por danos que a vítima supostamente causou a pertences do autor. Incomodado com a situação, o suspeito teria invadido a casa de Miguel e desferido os golpes fatais.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o suspeito levado à Delegacia de Plantão de Ribeirão das Neves. José Luiz permanece à disposição da Justiça e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Uma operação da Polícia Militar resultou, neste domingo (1º), na prisão de um dos criminosos mais procurados do estado. O homem de 52 anos, condenado a quase um século de reclusão, foi localizado no bairro Quintas São José, encerrando uma fuga que já durava quase duas décadas.

A ação foi coordenada por militares da 203ª Companhia do 40º Batalhão. O alvo era um integrante de uma quadrilha responsável por um dos crimes mais violentos da história recente de Minas Gerais, ocorrido em São Gotardo, no Alto Paranaíba.

O histórico do crime
O detido participou de um assalto coordenado em 2007, que visou agências bancárias e o comércio local. Na ocasião, o bando sitiou a cidade e utilizou autoridades como escudos humanos, incluindo um juiz de direito e sete policiais militares. O confronto terminou em tragédia, com a morte de um cabo da PM e outro militar ferido.

Desfecho em Neves
Apesar de os crimes terem ocorrido no interior do estado, o foragido utilizava a Região Metropolitana de Belo Horizonte como esconderijo.

Local da prisão: Bairro Quintas São José, Ribeirão das Neves.

Pena a cumprir: Aproximadamente 100 anos de detenção.

Próximos passos: Após o registro na delegacia de plantão do município, o condenado foi transferido para o sistema prisional, onde iniciará o cumprimento imediato da sentença.

A prisão reforça o monitoramento de inteligência na cidade, que tem sido palco de operações para retirar de circulação indivíduos com mandados de prisão em aberto por crimes de alta complexidade.

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Pelo terceiro ano consecutivo, os detentos do sistema prisional de Minas Gerais não terão direito à saída temporária durante o período carnavalesco. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, nesta terça-feira (27/1), durante o lançamento do programa Carnaval da Liberdade 2026.

A restrição, adotada pela Sejusp desde 2024, baseia-se no argumento de que o ambiente festivo desvirtua a finalidade do benefício.

"A saída temporária não é para o preso se divertir, ficar embriagado ou pular Carnaval. A função é completamente diferente: visa à visita familiar e ao convívio em sociedade. Este período não é apropriado para a saída", afirmou Greco.

Entenda o benefício
A saída temporária é um direito previsto na Lei de Execução Penal, aplicado pelo Poder Judiciário a detentos que cumprem requisitos específicos de bom comportamento e regime semiaberto. O benefício soma 35 dias anuais, divididos em cinco períodos de sete dias, geralmente em datas que favorecem a ressocialização.

Decisões judiciais
Embora a suspensão seja uma diretriz da Sejusp em conjunto com órgãos de Justiça, a medida não é absoluta. Por ser uma concessão do Poder Judiciário, decisões individuais de juízes ou comarcas específicas ainda podem autorizar a saída de detentos em datas que coincidam com a folia, prevalecendo a ordem judicial sobre a orientação do Estado.

 

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